Comissão da Alerj cobra proteção a família que denunciou milicianos

Testemunha diz que está desamparada e corre perigo

Por O Dia

Rio - O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputado Marcelo Freixo (Psol) vai cobrar nesta sexta-feira da Secretaria de Segurança Pública uma solução para o caso de X, de 55 anos. Ele é uma das principais testemunhas contra a Liga da Justiça, milícia que invadia e tomava apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, em Campo Grande. Excluído do programa de proteção a testemunhas do governo federal, X, a mulher dele e duas filhas, de cinco e dois anos, perambulam pelo Rio e dormem ao relento, sob ameaças de morte.

Família se sente desprotegida e teme ser vítima de milicianosUanderson Fernandes / Agência O Dia

“A situação é muito grave. Os programas de proteção estão sem recursos, quase abandonados. Precisamos resolver isso urgentemente”, avaliou Freixo. Ainda ontem, X pediu à Draco — delegacia que comandou a operação contra a milícia — passagens de ônibus para ele e a família com o objetivo de fugir do Rio, mas não obteve resposta.

Noites na rua

A Draco informou que X estava em um hotel e “monitorado”, segundo nota oficial enviada ao DIA na segunda-feira. “Isto é uma mentira. Na noite passada, nós dormimos aqui, para evitar problemas”, contou X apontando para o setor de recepção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do estado. “E essa noite (quinta) vamos dormir em outro lugar que avaliaremos como seguro para a família”, planejava.

Também na segunda-feira, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH), que levou a família de X para Brasília em maio, disse que ninguém é expulso dos programas e todos têm acompanhamento. “Não vejo ou falo com ninguém de Brasília há meses”, contestou X. O DIA não conseguiu, nesta quinta, contato com a secretaria.

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