Mãe de grávida que sumiu já fez o exame de DNA

Laudo fica pronto em 30 dias. Ex-marido se revoltou porque registro policial feito contra ele por Jandira, no passado, veio à tona. Ele teme perder o emprego

Por O Dia

Rio - A mãe da grávida que sumiu no dia 26 quando iria fazer um aborto, Maria Magdalena dos Santos, foi à Academia de Polícia Civil (Acadepol), no Centro, para fazer o exame de DNA. O teste vai esclarecer se um corpo achado dentro de um carro em Guaratiba, dia 27, é ou não de sua filha, Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos. O laudo deve ficar pronto em 30 dias.

Leandro Brito Reis%3A ‘Falar coisas da minha vida pessoal não ajuda’Reprodução

Segundo a polícia, o veículo em que o corpo foi encontrado carbonizado, sem braços e pernas e com uma marca de tiro na cabeça, tem características semelhantes ao que Jandira teria entrado na Rodoviária de Campo Grande e que a teria conduzido à clínica.

Ex não se arrependeu

O ex-marido da grávida, Leandro Brito Reis, 30 anos, afirmou, ontem, que não se arrepende de tê-la levado ao encontro de Rosemere Aparecida Ferreira, dona da clínica, que está sendo procurada pela polícia. “Fiz com o coração. Ajudei e ajudaria de novo. O sofrimento dela se refletia na minha filha e eu não poderia ser indiferente”, disse.

Preocupado com a possibilidade de perder o emprego, devido às especulações de que teria envolvimento no sumiço da ex-mulher, Leandro criticou o fato de a polícia ter trazido à tona dois registros de ocorrência feitos por Jandira contra ele, em 2008 e 2010, por ameaças e agressões.

“Falar de coisas da minha vida pessoal não vai ajudar em nada. A questão do que aconteceu com ela é que precisa ser apurada. Não acho justo uma investigação que estava sob sigilo não zelar pela minha integridade”, frisou ele, que é vendedor.

Questionado sobre a demora de aproximadamente duas horas para responder a uma mensagem enviada por Jandira, às 10h06 do dia do sumiço, em que ela relatava estar em pânico depois de ter deixado a rodoviária, Leandro alegou que ligou para ela, mas o celular estava desligado. A mãe da jovem repetiu ontem que não acredita que o ex-genro tenha relação com o desaparecimento.

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