Prefeitura de São João de Meriti exonera servidores

Para prefeito Sandro Matos, corte de 30% ajudará a sanear folha de pagamento

Por O Dia

Rio - Já começou a degola de 30% dos funcionários da Prefeitura de São João de Meriti, anunciada pelo próprio prefeito, Sandro Matos, na última terça-feira. Os 6.020 servidores, entre concursados e terceirizados, deverão ser exonerados até o fim de outubro. O corte pretende atingir os funcionários-fantasma e profissionais faltosos.

A recente descoberta de fraudes na distribuição de cargos e em nomeações de funcionários foi apontada como o principal ‘ralo’ do orçamento do município. Segundo Matos, há funcionários recebendo prêmio e até benefício integral irregularmente. Em entrevista ao DIA na segunda-feira, ele expôs a gravidade da situação. “Tem muita gente usufruindo de benefícios sem o meu conhecimento. E só eu, como prefeito, poderia concedê-los”, explicou Matos.

As demissões, que começaram pela secretaria de Saúde, só valem para funcionários-fantasma, mas o atraso de até três meses nos salários, segundo servidores, também reforça o cenário de incertezas. Diferente da versão dos servidores, o prefeito confirma um atraso de “apenas 26 dias” no pagamento. A culpa, segundo ele, é do Estado do Rio e do governo federal, que atrasam o repasse de verbas do Fundo de Participação dos Municípios, da Secretaria do Tesouro Nacional. O valor a ser recebido, segundo o secretário de Saúde, Oscar Berro, chega a R$ 10 milhões.

Na segunda-feira, a assistente comercial Daniele Muniz, de 32 anos, foi ao PAM Meriti encontrou um prédio praticamente deserto. Havia dois médicos e dois enfermeiros atendendo. “Eles não se juntaram à paralisação naquele dia por causa dos pacientes do CTI”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse que fica a cargo do município “prover o hospital de médicos e insumos”. Uma auditoria interna foi feita para apurar fraudes nas nomeações. Também será feita denúncia à 64ª DP, para que a Polícia Civil investigue o caso.

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