Por leonardo.rocha

Rio - A Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ) identificou neste sábado um possível esquema de fraude na execução do contrato do estacionamento do aeroporto. Em razão do aumento do número de furtos, a Polícia Civil iniciou uma investigação onde constatou que no local não oferecia cancelas, seguranças, controles de acesso e saída de veículos, além de estar inoperante o software de gestão, exatamente onde eram prestadas contas diárias dos valores arrecadados pela empresa terceirizada à Infraero.

Policia identifica esquema de fraude no estacionamento do Aeroporto GaleãoDivulgação


De acordo com o delegado titular da especializada, Rodrigo Freitas, as fraudes ocorreram pela fragilidade do sistema de controle de acesso, saída e permanência, dos veículos, como na operação offline, em que o operador de caixa, por estar o sistema inoperante ou por um erro nos cadastramentos dos veículos, tinha que preencher um formulário e anexar os tickets de entrada do veículo. Esse documento era entregue ao funcionário da empresa terceirizada que poderia ou não apresentá-lo para a consolidação, pois também não havia nenhuma fiscalização ou controle da Infraero.

Outro problema detectado foi na operação da função ESC no sistema, porque, quando o operador de caixa realizava essa função, anulava a saída do veículo, podendo apropriar-se da importância paga pelo cliente, como se o veiculo jamais tivesse ingressado no estacionamento. Há, ainda, indícios de que funcionários vendiam tickets de estacionamentos fictícios e/ou adulterados, com diárias menores, para que o cliente, com grande estadia, pagasse valor menor.

Tais fatos justificam o grande volume de veículos parqueados nos estacionamentos do aeroporto, muito além de sua capacidade, já que segundo a Infraero, no dia 30 de julho deste ano, 3.502 veículos estavam parqueados no estacionamento do aeroporto, que possui uma capacidade máxima de 2.772 veículos estacionados.

As fraudes ocorreram praticamente durante os três anos que perdurou o contrato, podendo ter gerado um prejuízo milionário aos cofres da União. Assim, diante da possibilidade de envolvimento de servidores da Infraero e a lesão ao erário federal, a investigação será encaminhada a Justiça Federal.

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