Orquestra de Violões comemora os 100 anos do Forte de Copacabana

Integrantes são de escolas públicas e comunidades do Rio

Por victor.duarte

Rio - Formada por jovens da rede pública de ensino, oriundos de diversas comunidades do Rio de Janeiro, a Orquestra Violões do Forte comemora neste sábado, às 18h, os 100 anos do Forte de Copacabana, com uma apresentação gratuita para o público visitante do local, na Alameda Octávio Correia. O evento terá como convidada especial a cantora Maria Creuza e tocará repertório que vai da música erudita à popular. A orquestra é uma iniciativa conjunta do Instituto Rudá e do Comando do Forte de Copacabana e conta com apoio do Exército brasileiro.

Trata-se de um projeto de inclusão social implantado em 2010. “A gente começou com uma orquestra que seria a princípio só de violões, mas diante da repercussão grande na Alameda do Forte, que é o terceiro ponto turístico mais visitado do Rio, começou a aparecer muito convite e muitas crianças e adolescentes nos procuraram querendo participar e pedindo que colocássemos outros instrumentos”, disse a diretora executiva do Instituto Rudá e coordenadora do projeto, Márcia Melchior.

Agora, além de violões, há também flautas, violinos, violoncelos, percussão e bateria. “E vamos aumentando. Hoje, somos 25, mas continua a procura”, completou. A fila de jovens que querem participar da orquestra soma mais de 100 pessoas e diante da grande procura, foi criada uma segunda banda, a Orquestra SindiRefeiçõesRJ, formada por alunos que não têm onde tocar e se apresentam em pontos culturais da cidade.

O sonho da diretora do Instituto Rudá e do Comando do Forte é implantar oficinas para que todas as crianças interessadas possam aprender música. São selecionados alunos da rede pública de ensino e de outros projetos sociais. Quando a Orquestra de Violões do Forte foi criada, a seleção envolveu jovens de cinco comunidades do Rio situadas no entorno do Forte de Copacabana (Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Chapéu Mangueira, Babilônia e Santa Marta). Hoje, o projeto reúne alunos de música desde a favela Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul, até Parada de Lucas, na Zona Norte, além de Queimados, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; e São Gonçalo, na região metropolitana, entre outras.

O currículo dos pequenos músicos também inclui a participação em concertos didáticos do programa Lonas Culturais e nos projetos Construindo Cidadania nas Escolas e Mobilidade Sonora.

Ainda no âmbito das comemorações pelo centenário do Forte de Copacabana, a Orquestra Violões receberá, no próximo dia 16 de outubro, a Orquestra de Prefeitos de Schwarz-Tyrol, da Áustria. O grupo já se apresentou com o Trio Filarmônico de Viena, no Palácio da Cidade, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em 2012, e tocou também para o papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude, no ano passado.

Para Marlon Yuri, integrar a Orquestra de Violões do Forte teve um significado especial. Ele teve problemas com drogas na adolescência mas, graças às aulas de violão, conseguiu se recuperar. Hoje, é músico e dá aulas para crianças com deficiências.

“Hoje, posso retribuir o que me ensinaram dando aulas para essas crianças, que precisam de estímulo, carinho e motivação”, externou Yuri.

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