Ataques em Icaraí são atribuídos a bandido preso

Prefeito de Niterói pede ao governo aumento de efetivo no batalhão da cidade

Por O Dia

Rio - O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou nesta quinta que um traficante preso em Bangu 3 foi o responsável por ordenar a série de ataques, em Icaraí, na noite de quarta-feira. Ele informou que pedirá a transferência do traficante Reinaldo Medeiros Inácio, o Cadar, de 49 anos, para um presídio federal. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), acredita que os ataques tenham sido orquestrados com os que ocorreram em outras comunidades do Rio.

Policiamento foi reforçado no túnel que liga Icaraí a São FranciscoFabio Gonçalves / Agência O Dia

O prefeito de Niterói solicitou ao governador Luiz Fernando Pezão a criação de um batalhão em Maricá, para que o 12º BPM (Niterói) possa patrulhar apenas o município. Atualmente o batalhão é responsável pelo patrulhamento das cidades de Niterói e Maricá: “É necessário ampliar o efetivo do batalhão de Niterói, assim como o de São Gonçalo, e criar um BPM em Maricá, a cidade que tem a maior taxa de crescimento demográfico dessa região”.

Para o prefeito, ações como a criação da Delegacia de Homicídios e das Companhias Destacadas na cidade são importantes, porém, ainda insuficientes. A Secretaria de Segurança informou que, no último dia 15, o Batalhão de São Gonçalo recebeu o reforço de 200 policiais e de 50 viaturas.

Na manhã desta quinta-feira e à tarde, o clima era de aparente tranquilidade nas proximidades do Morro do Cavalão, entre Icaraí e São Francisco. Mesmo assim, as marcas do terror imposto por bandidos na Rua Joaquim Távora, em represália à morte de dois jovens após confronto com policiais na parte alta da comunidade, na noite anterior, ainda podiam ser vistas.

Funcionários da Ampla faziam reparos nas ligações de energia destruídas pelas chamas do coletivo incendiado por traficantes, enquanto imagens de segurança de prédios eram colhidas por policiais civis. O trabalho dos técnicos era acompanhado de perto por homens do 12º BPM que reforçavam o policiamento com três viaturas em um espaço de 500 metros, até a Rua Lemos Cunha — onde uma barricada de fogo foi feita na quarta-feira como tentativa de interditar o acesso ao túnel Raul Veiga.

O aparato foi suficiente para que o comércio se mantivesse aberto e o movimento de crianças indo para a escola fosse normal. “Só rezo para que a violência não se repita até a hora em que eu for embora para casa”, disse o frequentador de uma igreja evangélica da região. Os ataques começaram após a morte de dois jovens do Morro do Cavalão. Segundo a PM, eles eram suspeitos de integrar o tráfico e entraram em confronto com os militares. Um ônibus da linha 38 (Itaipu-Terminal) foi incendiado após um grupo não identificado ter mandado os passageiros descerem.

Últimas de Rio De Janeiro