Por thiago.antunes

Rio - Pouco mais de 30 mil homens das polícias Militar e Civil estão desde ontem nas ruas e em comunidades carentes do Rio e da Região Metropolitana — onde ficarão até o fim da eleição de amanhã, para garantir a segurança da população. De acordo com a PM, 29.555 militares reforçam o patrulhamento, especialmente em áreas que contam com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O número total de policiais corresponde a cerca de 66% do efetivo total da PM, que é de 45 mil homens

Já a Polícia Civil deu início à operação que mobilizou 400 agentes e deixou de prontidão a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de elite da instituição.

GALERIA: Policiais militares iniciam patrulhamento para as eleições

De acordo com a PM, 15.190 homens trabalharão no policiamento ostensivo de áreas consideradas críticas — como os complexos do Alemão e da Penha, além de comunidades da Baixada e da Zona Oeste carioca dominadas por milicianos —, enquanto 14.365 PMs estarão destacados para as 5.430 zonas eleitorais e a segurança de funcionários do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Cerca de 30 mil PMs realizarão a segurança em todo o estado durante o período eleitoralFoto%3A Cacau Fernandes / Agência O Dia

Para que a estratégia fosse possível, folgas e férias neste período foram suspensas. Além de áreas com UPPs, o reforço também se estenderá às comunidades em que foram registrados conflitos nas últimas semanas — como o Morro do Cavalão, em Niterói, onde bandidos atearam fogo num ônibus em represália à morte de dois jovens em suposto confronto com a polícia. No Complexo da Maré, ocupado pelo Exército há seis meses, o reforço ficará por conta do Batalhão de Campanha da PM.

Nesta sexta, equipes de delegacias especializadas deixaram a Cidade da Polícia, no Jacaré, em direção a áreas com grande incidência de roubos de veículos na capital, interior e Baixada. O objetivo é recuperar carros roubados e efetuar prisões em flagrante, já que a lei eleitoral impede o cumprimento de mandados de prisão sem sentença condenatória neste período. “Entendemos que essa legislação precisa ser repensada, mas precisamos respeitá-la. É frustrante para um policial, ao abordar um criminoso, não poder fazer nada”, afirmou Veloso. Até às 23h, não havia sido divulgado balanço da operação.

Grupo de policiais dos batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope) recebe as últimas orientações antes de deixar quartel no Estácio para reforçar o patrulhamento nas ruasFoto%3A Cacau Fernandes / Agência O Dia

Quatro ficam feridos por tiros no Alemão

Quatro pessoas foram baleadas de raspão na noite de quinta-feira, perto de uma antiga fábrica de plásticos invadida por moradores do Complexo do Alemão. As vítimas, incluindo um idoso e um adolescente de 14 anos, foram socorridas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão, medicadas e liberadas.
No local, eles relataram aos policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Adeus/Baiana o que havia acontecido. Os disparos aconteceram quando eles compravam alimentos em uma barraca.

Dois homens, um atingido no ombro e o outro, no joelho, e dois menores, com ferimentos leves causados por estilhaços, deram entrada na UPA. As vítimas não souberam especificar de onde partiram os disparos.
De acordo com informações da Polícia Militar, não houve registro de confronto armado na região no momento do ocorrido, o que soa estranho pelo número de feridos. A 45ª DP (Complexo do Alemão) investiga o caso.

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