Por paloma.savedra
Ana Marbéla deixou três filhos adolescentes e criançasReprodução Facebook

Rio - A família da promotora de vendas Ana Marbéla Correia Ribeiro, de 41 anos, que morreu baleada na noite desta sexta-feira, no Tanque, Zona Oeste do Rio, afirmou que o tiro que a atingiu foi disparado por um policial militar à paisana. De acordo com a sobrinha da vítima - cuja mãe, Luciana Ribeiro, 40, foi testemunha do crime -, Caroline Siqueira, 21, diferente do que foi divulgado, não houve troca de tiros entre bandidos e o PM que reagia a uma tentativa de assalto.

"Minha mãe disse que estava dirigindo o carro, descendo a Rua Cândido Figueiredo, quando ela e minha tia viram dois homens suspeitos em uma moto, que parou ao lado de um carro, de um PM que estava de folga. Ela viu que um dos homens saltou da moto. Foi quando o PM à paisana sacou a arma e deu quatro tiros em direção aos bandidos", disse a jovem, que completou:

"Ela afirma que não houve tiroteio. Os tiros foram disparados pelo PM, e como o carro da minha mãe estava emparelhado ao do policial, atingiu a minha tia. Vamos aguardar o resultado da perícia e a investigaçãos". 

No entanto, de acordo com policiais do 18º BPM (Jacarepaguá), dois bandidos numa motocicleta tentaram assaltar o PM que estava à paisana. Os militares afirmaram ele reagiu e houve uma "intensa troca de tiros", e os criminosos conseguiram fugir.

A promotora de vendas Ana Marbéla foi atingida na cabeça. Ela estava no banco de carona no carro com a irmã, que ainda dirigiu até a um posto de gasolina, onde bombeiros tentaram socorrê-la. A vítima não resistiu e morreu antes de ser atendida. Ana deixou três filhos, de 14, 12 e 9 anos de idade. 

"Senti a bala passando por trás do meu pescoço. Me abaixei e quando olhei para o lado, só vi minha irmã baleada. Ela cuidava sozinha dos filhos. Não sei como vai ser daqui para frente", disse emocionada Luciana Correia Ribeiro, irmã da vítima.

O carro, um Corsa branco, onde estavam as irmãs, teve duas perfurações no vidro lateral traseiro. Segundo Verônica Lima Freitas, 39, amiga de Ana, a promotora de vendas também ajudava a mãe, que teria um câncer no estômago.

A Divisão de Homicídios (DH/Capital) informou que a morte de Ana está sendo investigada. A perícia foi realizada no local a arma do policial militar apreendida e encaminhada para confronto balístico. O agente foi ouvido na unidade e testemunhas serão chamadas para prestar depoimento. Procurada, a Polícia Militar ainda não se pronunciou. 

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