Por thiago.antunes

Rio - Foi aprovada, por volta das 20h desta segunda-feira, o fim da greve dos bancários no município do Rio de Janeiro após sete dias de paralisação. A decisão foi tomada em três assembleias diferentes (de funcionários dos bancos privados, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal).

Nesta terça-feira as agências voltam a abrir normalmente. Todos aceitaram a contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Febraban), feita na última sexta-feira, que prevê aumento de 9% nos pisos da categoria e de 8,5% nos demais salários. Com o reajuste proposto, o piso para caixa/tesoureiro passará a R$ 2.426,76 por jornada de 6 horas/dia - após 90 dias de emprego; o auxílio-refeição será R$ 572,00 ao mês e, o auxílio alimentação com 13ª cesta terá o valor de R$ 431,16 ao mês.

Greve dos bancários no Rio terminou às 20h desta segunda-feiraDivulgação

"A categoria mostrou sua disposição de mobilização e nossa greve nacional levou a Fenaban a apresentar nova proposta, que possui avanços para nós", avaliou a presidenta do sindicato Adriana Nalesso.

Não haveria desconto dos dias parados. Para quem tem jornada de seis horas, seria compensada uma hora por dia de 15 a 31 de outubro. Para os que trabalham oito horas, compensação de uma hora por dia entre 15 de outubro e 7 de novembro. Inicialmente a categoria reivindicava 12,5% de reajuste contra proposta dos bancos de 7,35%.

Cláusulas sociais

Além das conquistas econômicas, os bancários obtiveram avanços nas cláusulas sociais, principalmente em relação ao combate às metas abusivas e ao assédio moral. Além da proibição da publicação de ranking individual de resultados e da cobrança de metas por parte do gestor via SMS ou qualquer meio eletrônico e plataforma digital.

Segundo Carlos Cordeiro, do Comando Nacional dos Bancários, os bancos também assumem o compromisso para que o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho. "A partir de agora, o bancário que se sentir pressionado por cumprimento de metas, colocando em risco sua saúde física e mental, terá mais um canal de denúncias, que é o sindicato, e os bancos terão prazo para dar uma resposta sobre o caso", disse Cordeiro.

Propostas específicas

- Caixa

Entre as propostas específicas aprovados pelos bancários da CAIXA estão a contratação de mais dois mil empregados até dezembro de 2015, a ampliação do vale-cultura para quem tem salário igual ou inferior a oito salários mínimos e o pagamento de 100% de horas extras nas agências com até 20 empregados, inclusive os tesoureiros.

- Banco do Brasil

No caso do Banco do Brasil, a instituição se comprometeu a contratar dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro e mil até o fim de 2015. O banco retroagirá a 1º de setembro de 2005 a pontuação de mérito dos caixas. Os efeitos financeiros e o pagamento serão retroativos a 1º de setembro deste ano. Um outro benefício será o pagamento em dinheiro de todas as horas extras prestadas com o fim do banco de horas.

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