Por marcello.victor

Rio - Um homem foi morto com três tiros na esquina das ruas Frei Caneca e de Santana, no Centro, a cerca de 200 metros do Batalhão de Choque (BPChoque) da Polícia Militar e da Academia da Polícia Civil do Rio (Acadepol), na madrugada desta quarta-feira.

Segundo testemunhas, os criminosos voltaram ao local e deram um tiro de misericórdia na vítima. A mulher dele, com um bebê de dois meses, filho do casal, estava no local quando os assassinos voltaram. Ela acusa o cunhado de ser o mandante do crime, devido a um desentendimento familiar. Ele foi detido no local e negou a acusação.

A esposa de Joaquim Adelino da Silva%2C de 45 anos%2C morto nesta madrugada%2C acusou José Pereira da Silva%2C irmão da vítima%2C de ser o mandante do crimeOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Segundo testemunhas, Joaquim Adelino da Silva, de 45 anos, foi alvejado com dois tiros por dois homens em uma moto que chegaram ao local pela contramão da Rua Frei Caneca, por volta de 1h30. A mulher dele, que não se identificou, disse que ouviu os disparos e foi para o local.

O marido dela agonizava e populares já se aglomeravam quando os criminosos voltaram e efetuaram mais um tiro contra a vítima, fugindo em seguida na moto. A equipe de O Dia passava pela região e ouviu os disparos. Bombeiros do quartel Central e PMs do 5º BPM (Praça da Harmonia) chegaram cerca de meia hora depois, mas a vítima não resistiu e morreu.

A viúva denunciou aos PMs e a policiais da Divisão de Homicídios (DH), que assumiram as investigações, que o irmão de Joaquim é o mandante do assassinato. Ele foi detido quando foi ao local do crime e furou o área isolada para a perícia, sendo foi reconhecido pela viúva. Ele foi levado para a DH, na Barra da Tijuca, para prestar esclarecimentos.

"Ontem de manhã (terça-feira), ele (cunhado) chegou batendo o portão do conjunto de casas em que a gente mora, aqui na Rua Frei Caneca, 117, e eles brigaram", denunciou a viúva. O imóvel fica em frente ao BPChoque.

Ainda segundo ela, o bebê do casal teria se assustado e acordado com a atitude do cunhado e Joaquim teria repreendido e discutido com o irmão. O casal estava junto há quatro anos e tinha outros seis filhos. A mulher disse que o marido era aposentado, mas fazia serviços na área da construção civil.

A mulher afirmou ainda que antes de morrer, Joaquim disse a ela que o autor dos disparos fora um homem conhecido como 'Primo', que teria sido contratado pelo próprio irmão dele.

O cunhado e acusado, que se identificou como José Pereira da Silva, de 44 anos, negou a acusação de ser o mandante do crime. Ele afirmou aos jornalistas ser morador da Vila do João, no Complexo da Maré, e que trabalha em uma pizzaria no Centro, onde estaria no momento do crime. "Ele deve ter sido morto por inimigos que tinha", afirmou.

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