Por karilayn.areias

Rio - Foi em um retiro espiritual promovido há quatro anos pela Igreja Cristã Contemporânea de Campo Grande que começou a história de amor entre o pedagogo Paulo Eduardo, de 32 anos, e o advogado Gilmar Oliveira, de 34. Ontem, além deles, outros 54 casais que já vivem juntos, mas que nunca tiveram a oportunidade de regularizar o estado civil, puderam participar de uma série de audiências de conversão de união estável em casamento civil gratuitamente.

A juíza Raquel de Oliveira (à direita) fala sobre direitos iguaisSeverino Silva / Agência O Dia

A iniciativa faz parte do projeto ‘O amor é legal’, promovido pelo Tribunal de Justiça do Rio. As audiências foram realizadas na sede da Escola da Magistratura (Emerj), no Centro, e conduzidas por oito juízes e dois promotores, todos voluntários.

De acordo com a juíza e coordenadora do projeto Raquel de Oliveira, o objetivo é legalizar uma união já existente para que os casais homoafetivos tenham os mesmos direitos que os heteros.

No dia 23 de novembro, no cais do Porto, será realizada a maior cerimônia coletiva de casamento civil homoafetivo da história do Rio. Na ocasião, 170 casais irão receber a certidão de casamento.

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