Marcelo Crivella nega promover 'guerra santa': 'Choro de perdedor'

Candidato ao governo do Estado, bispo licenciado comentou acusações que tem recebido de Luiz Fernando Pezão

Por O Dia

Rio - O candidato ao governo do Estado do Rio Marcelo Crivella (PRB) percorreu as ruas de Duque de Caxias, na manhã deste sábado. Bispo licenciado, ele rebateu as críticas que vem recebendo de seu opositor Luiz Fernando Pezão (PMDB).

"Isso é choro de perdedor. Ele já está sentindo que o partido dele encerra um longo período, em um melancólico crepúsculo de uma vil e apagada tristeza", disse o candidato.

"O Cabral saiu com os maiores índices de rejeição e o Pezão vai perder. Ainda que tenha vestido as sandálias da humildade, ainda que tenha feito com todo o dinheiro que ele tinha, cerca de R$ 10 milhões de reais, uma propaganda que mostrava que ele era "anticabral"", afirmou Crivella.

Crivella cumprimenta eleitora em caminhada em Duque de Caxias%2C na Baixada FluminenseCacau Fernandes / Agência O Dia

"O povo descobriu que Pezão é Cabral e que Cabral é Pezão. Cabral tava rindo em casa do povo, por isso que agora estamos com 10 pontos na frente. E veja bem, são 10 pontos na frente contra uma campanha de R$ 10 milhões, que teve 91 dos 92 prefeitos ao lado dele, milhares de vereadores, uma militância imensa, e que acaba perdendo para um candidato que saiu sozinho, que tinha um minuto de televisão. Isso mostra que o Rio de Janeiro não quer mais o Cabral e não quer mais o PSDB", falou o candidato.

Além de comentar os resultados das últimas pesquisas, Marcelo Crivella falou sobre a rejeição do povo ao Garotinho, dos planos que tem para a Baixada Fluminense, das coligações que fez e dos apoios que recebeu. Confira abaixo o discurso do candidato:

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Investimentos na Baixada

"A Baixada precisa deixar de ser um dormitório para ser uma região produtiva.  O mesmo que os paulistas fizeram com o ABC, que antes era região dormitória e hoje se tornou produtora de automóveis, precisa ser feito na Baixada. Ela precisa ser o polo industrial do nosso Estado, com a indústria que vem do pré-sal e é isso que a gente vai fazer", afirmou o candidato.

"Para isso tem que haver infraestrutura, água, esgoto, telecomunicação e fibra ótica, tem que haver um zoneamento para as pessoas saberem em quais as áreas instalar as indústrias e as residências. Tem lugar que não tem CEP. O Estado perdeu o planejamento. Vamos redimir a Baixada desses maus governos do passado", prometeu Crivella.

Críticas ao Pezão

"A minha postura foi de denúncia desde o princípio. Agora ela fica mais aguda porque é o que o povo me pede na rua e o que eu tenho que fazer. O importante é o seguinte: essas acusações todas que eles estão fazendo são decorrentes das pesquisas que eles têm, que eu tenho, e que os outros têm, como a pesquisa que foi divulgada hoje pelo Jornal do Brasil, que dá 55% das intenções de voto para mim, contra 45% para o Pezão. São 10 pontos de diferença que eu espero aumentar", disse.

Pesquisas eleitorais

Crivella comentou a ação movida por seus advogados, que proíbia a divulgação do resultado das pesquisas de intenção de voto para o segundo turno das eleições. "Eles queriam que nenhum instituto, nem o Datafolha pudessem divulgar as pesquisas por causa dos erros, mas eu fiz um apelo para que desistissem da ação porque eu acho que faz parte da democracia. Ninguém espera que um instituto acerte todas, que a imprensa seja perfeita. A gente espera que a imprensa seja livre e que os institutos, ao errarem, que se consertem", disse.

"Eu estou confiando nessa pesquisa (do Instituto Gerp) porque esse foi o único instituto que acertou que eu estava empatado com o Garotinho. Vocês podem conferir. Foi publicado na revista Época, faltando dois ou três dias para a eleições, que Crivella e Garotinho estavam empatados e foi o que deu. A diferença foi de 40 mil votos", explicou.

Coligações

"Agradeço a todos os partidos que se uniram a nós. Estou pedindo ao PCdoB, PV, PSB e PSol. Tive boas conversas com o Chico Alencar (PSol) e com o Marcelo Freixo (PSol). Estou esperando fazer uma grande frente, a frente do bem para ganharmos daqui a duas semanas", revelou.

"Ainda não confirmei a reunião com a presidenta Dilma. Estou meio sem tempo, mas sei que o meu partido todo vai ter um encontro com ela", disse.

Rejeição ao Garotinho

"Apoio nenhum pode ser rejeitado por político. Se ele rejeitar apoio, o povo vai chamar ele de orgulhoso, soberbo, prepotente e não vai votar nele. O poder já é uma palavra arrogante. É preciso que aquele que exerça o poder tenha a humildade de aceitar todos os apoios e saber que não ganhou sozinho. E mais, quanso me tornar governador, serei primeiro um servidor. O governador é um servidor do povo, não um imperador. Temos que aceitar o apoio de todos", explicou o candidato.

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