Por paulo.gomes

Rio - O africano Souleymane Bah, de 47 anos, suspeito de estar contaminado com o vírus do ebola, pode deixar o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, nesta segunda-feira. Ele, que está desde a última sexta-feira internado numa área isolada da unidade, aguarda o resultado do segundo exame. O primeiro deu negativo.

No domingo, foi colhida a segunda amostra de sangue do paciente. O material está sendo analisado no Instituto Evandro Chagas, em Belém, que pertence à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

Também somente após o segundo exame será desmobilizada a vigilância sobre as 64 pessoas que tiveram contato com Bah na cidade de Cascavel, no Paraná, onde se hospedou após chegar como refugiado de sua terra-natal, a Guiné, um dos três países com epidemia na África. Caso receba a alta, a liberação de Souleymane dependerá da logística para transportá-lo de volta ao Paraná, de onde veio ao Rio em avião da Força Aérea Brasileira.

Os especialistas informaram que todo o protocolo de atendimento e segurança para o ebola foi seguido à risca na Fiocruz, que é a unidade de referência para os casos suspeitos no Brasil. Dois quartos do INI estão preparados desde junho e os profissionais foram treinados em vários simulados. Ao todo, a unidade tem 32 leitos que podem atender pacientes suspeitos.

Soullymane Bah foi notificado na quinta-feira em uma Unidade de Pronto Atendimento em Cascavel (PR). O paciente saiu da Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, e chegou ao Brasil em 19 de setembro. Por apresentar febre e ter vindo de um dos países com a doença, foi classificado como suspeito e encaminhado à unidade de referência no Rio de Janeiro.

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