Vistoria em hospital no Rio Comprido encontra várias irregularidades

Entre os problemas havia até uma barata na pia da sala de material de limpeza

Por O Dia

Rio - Falta de refrigeração em corredores, câmara de armazenamento de vacina sem utilização e ainda lacrada, barata morta na pia da sala de material de limpeza, material hospitalar alocado no chão, armários enferrujados, e cozinha fechada por falta de obras. Essas foram algumas das inúmeras irregularidades encontradas hoje, durante visita de dois vereadores ao Hospital Municipal Salles Netto, no Rio Comprido.

O local que é uma unidade de baixa e média complexidade para casos de atendimento infantil, tinha 23 leitos de internação e era referência em atendimento emergencial pediátrico e Polo de Asma, se transformou em Centro Municipal, passando a atender com hora marcada.

Entre os problemas havia até uma barata morta na pia da sala de material de limpezaDivulgação

“Esse hospital foi inaugurado em 1962 com 34 leitos, há dez anos tinha 23, ele fechou em 2011 e reabriu há cinco meses sem leitos. Para surpresa de 22 comunidades do Rio Comprido, acabaram de vez com o setor de internação”, disse o presidente da Comissão da Saúde da Câmara de vereadores, Carlos Eduardo, que em companhia do também vereador, Jorge Manaia, vai requerer ao Ministério Público, o retorno imediato dos leitos.

Carlos Eduardo ainda lembrou que segundo a lei nº 5026, de 19/05/2009, não é permitido conviver no mesmo espaço funcionários públicos e empregados da Organização Social (OS). “No entanto, no setor de farmácia da unidade encontramos os dois tipos de funcionários trabalhando no mesmo ambiente, em total desrespeito a esta lei. Isso não pode acontecer. Vou convocar o secretário municipal de Saúde para se explicar”, acrescentou.

Durante a visita ao hospital também foram encontrados uma cadeira de rodas trancada na sala de procedimentos, sem ser utilizada, enquanto deveria estar na porta da unidade a serviço dos pacientes e ar condicionado de última geração quebrado.

Indignação também era visto nos olhares de moradores, que fizeram manifestação pedindo a volta dos leitos para internação na unidade. “Isso aqui se tornou uma clínica da família. Um absurdo!”, reclamou a jornalista Ieda Raro, de 62 anos.

A direção do Centro Municipal de Saúde Salles Netto informa que, com a mudança do perfil da unidade, houve aumento no número de atendimentos. Voltada para a atenção básica, a unidade hoje realiza mais de 320 procedimentos por dia, beneficiando cerca de 20 mil moradores da região.

Comissão encontrou material hospitalar alocado no chãoDivulgação

Além disso, foi implantada uma sala para atender pequenas urgências com o horário ampliado.

Sobre os questionamentos feitos pelos parlamentares, a direção da unidade informa que o setor onde funcionava a cozinha está sendo readequado para a instalação da nova central de vacinação de toda a região do Centro. As câmaras frias, recém adquiridas pela Secretaria Municipal de Saúde, serão instaladas nos próximos meses, após a necessária adequação do local.

A unidade passa por processo de climatização. Já foram instalados aparelhos em todos os consultórios e corredores do segundo piso. A SMS garante que segue a legislação vigente para contratação de todos os seus profissionais.

A direção da unidade disse, ainda, que nos últimos 15 anos não atendeu emergências e que as referências para esse tipo de atendimento na região são a UPA Tijuca (estadual), a Coordenação de Emergência Regional do Centro (CER Centro) e Hospital Municipal Souza Aguiar (HMSA).

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