Percurso de viatura reforça suspeitas contra PMs da Ilha

Presos são acusados de receber R$ 300 mil de bandidos para soltar os traficantes conhecidos como Belo e Palermo

Por O Dia

Rio - Os 5,2 quilômetros que separam a 37ª DP (Ilha do Governador) do número 84 da Estrada do Galeão, onde cinco criminosos foram presos em 16 de março, foram percorridos em duas horas. O tempo está bem acima dos seis minutos estipulados por satélite para o trajeto e reforça a acusação de que policiais pretendiam pedir ‘resgate’ para a libertação de dois suspeitos, que sequer passaram perto da delegacia.

Dezesseis policiais que atuavam no 17º BPM (Ilha) e integram grupo que cobrava propina a traficantes do bairro estão presos — entre eles o coronel Dayzer Corpas, ex-comandante da unidade. Todos os presos são acusados de receber R$ 300 mil de bandidos para soltar os traficantes conhecidos como Belo e Palermo. Segundo o processo, a ‘viatura percorreu um itinerário totalmente aleatório’.

Após a câmera de segurança do veículo flagrar a entrada dos acusados, às 19h33, o veículo passou por diversos pontos, a dupla desembarcou e o equipamento foi desligado. Quando a conexão foi restabelecida, os presos não estavam mais no carro.

Segundo as investigações, os PMs ganharam tempo à espera da chegada da advogada dos criminosos no bairro Itacolomi, onde foi sacramentado o pagamento do resgate. Ainda de acordo com as investigações, munição, pistolas e três fuzis ficaram com os policiais, que depois foram negociados com os outros criminosos pelo valor de R$ 140 mil. Dayzer Corpas teria ficado com a quantia de R$ 40 mil.


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