Ator agredido no metrô recebe apoio do Rio Sem Homofobia

Maxie Maya passou a receber atendimento jurídico e psicológico do órgão

Por O Dia

Rio - O ator do grupo de teatro Nós do Morro Max do Nascimento Andrade, que adota o nome artístico Maxie Maya, 29, agredido com soco no olho direito por um desconhecido, supostamente por ser homossexual, recebeu apoio nesta terça-feira do Programa Rio Sem Homofobia. Ele passou a ter acompanhamento jurídico e psicológico.

“Esperamos que o acusado seja denunciado pelo Disque Cidadania LGBT (0800 023 4567). É inadmissível que numa sociedade que busca a modernidade e a paz ainda existam pessoas com atitudes covardes e homofóbicas ”, afirmou Cláudio Nascimento, superintendente do programa. Segundo ele, nos últimos quatro anos o órgão recebeu 18 mil registros de agressões contra o público LGBT (12 por dia, em média), 40% delas relativas a casos de homofobia.

Maxie Maya%2C homossexual agredido no Metrô%2C visitou sede do Rio sem Homofobia. Claudio Nascimento%2C presidente do órgão%2C ofereceu ajuda psicológica e jurídica à vítimaFernando Souza / Agência O Dia

No início da manhã de domingo, Maxie tinha saído de uma festa voltada ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no Centro e, na escadaria da estação do metrô da Cinelândia, foi surpreendido com um soco no olho direito. O agressor era um homem forte, de aproximadamente 1,80m. O golpe também atingiu parte do nariz da vítima.

Maxie Maya%2C 29%2C é do grupo Nós do Morro%3A ataque ocorreu domingoCarlo Wrede / Agência O Dia

“O desconhecido veio em minha direção e, sem motivo algum, gritou: ‘V.!’. Depois, me deu soco tão forte que caí no chão. Atordoado, fui levado por amigos para o Hospital Souza Aguiar. Exames complementares vão dizer se terei sequelas. Não estou enxergando nada com o olho direito”, lamentou Maya, afirmando que seguranças da Concessionária Metro Rio, que estavam numa cabine, não o socorreram e sequer foram atrás do agressor.

Maya disse que ‘a dor moral é pior do que a física’. “Nunca tinha visto aquele homem antes. Qual a razão de ter feito isso? Todos que me conhecem sabem que sou de paz e jamais me envolvi em confusão”, desabafou. O agressor tinha cabelo preto curto, barba e usava blusa azul escura.

O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá). De acordo com a polícia, diligências estão sendo feitas na tentativa de achar imagens de câmeras instaladas na região. A Metrô Rio informou que não encontrou registro da agressão em seus equipamentos de segurança.

Relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) mostra que a intolerância a homossexuais vem culminando em muitas mortes no Brasil. Segundo estudo, no país ocorrem 40% das mortes violentas contra homossexuais no mundo (um gay morto a cada 28 horas, ou 312 casos ao ano).

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