Carnavalesco da Imperatriz sofre sequestro relâmpago

Vítima conseguiu escapar e atropelou duas pessoas. Uma delas está em estado grave no Hospital Souza Aguiar

Por O Dia

Com diversas escoriações no rosto%2C carnavalesco prestou depoimento na delegacia na tarde desta terça-feiraAlexandre Brum / Agência O Dia

Rio - O carnavalesco Cahê Rodrigues, da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, foi rendido por um homem armado na Rua Barão da Gamboa, na Zona Portuária do Rio, por volta das 12h desta terça-feira. Cahê estava a bordo de seu carro quando o bandido o fez passar para o banco do carona e assumiu a direção. Como o veículo era hidramático, o criminoso bateu levemente em um ônibus. 

Em seguida, o bandido obrigou o carnavalesco a tomar a direção novamente e seguiu mais 200 metros até a entrada da Cidade do Samba. Como a vítima estava bastante nervosa, acabou colidindo em dois carros estacionados e atropelando duas pessoas.

O bandido saiu do carro e rendeu um motoboy que estava chegando no local para prestar serviços. O homem foi obrigado a levar o criminoso até a Rodovia Washington Luiza, na altura de Duque de Caxias. O motoboy está na 4ª DP (Praça da República) para prestar depoimento.

O carnavalesco foi levado para o Hospital Casa de Portugal, na Zona Norte, com várias escoriações pelo rosto e braços. Ele foi atendido e seguiu para a delegacia em uma viatura do 5º BPM (Praça da Harmonia), para prestar depoimento. Abalado, Cahê não falou com a imprensa na distrital. 

As outras duas vítimas que foram atropeladas foram levadas para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Wellington Barbosa Sampaio está lúcido e passa por exames. Já Anderson Tomás Paixão, brigadista da Beija-Flor, está em estado gravíssimo e está sendo submetido à cirurgia. 

O delegado substituto Luciano Zahar, da 4ª DP, vai solicitar à pericia da Polícia Civil a coleta de impressões digitais no carro de Cahê para tentar chegar à identidade do bandido, pois nem o carnavalesco e nem o motoboy conseguem descrever o criminoso para um retrato falado. O delegado abordou ainda como se dará o registro da lesão corporal pelo atropelamento das duas pessoas. "O Cahê só vai responder se as vítimas legitimarem o registro. O atropelamento foi em uma situação involuntária", apontou.

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