Por thiago.antunes

Rio - O lançamento da candidatura de Jorge Picciani à presidência da Assembleia Legislativa (Alerj) fez aumentar as críticas de seus adversários no PMDB. Nos bastidores, muitos se queixam do excesso de poder do presidente regional do partido, mas, ao mesmo tempo, evitam as divergências em público.

Com a adesão da maioria da futura bancada de deputados, Picciani isola o atual presidente da Alerj, Paulo Melo, também do PMDB. Para tentar a reeleição, ele terá que se apresentar como um candidato independente.

O grupo de Paes

A eleição de Picciani para a presidência da Alerj aumentará seu poder junto ao governador Pezão e dificultará ainda mais a ascensão, no partido, do grupo de Eduardo Paes. Alguns apostam que o prefeito, que não abre mão de indicar o candidato à sua sucessão, acabará deixando o PMDB — ele, porém, repete que ficará onde está.

Na Câmara

Além de cuidar de sua candidatura, Picciani trata da reeleição de Jorge Felippe para a presidência da Câmara do Rio. Ontem, ele se reuniu com um grupo de vereadores para pedir apoio ao aliado.

Assim com Dilma

A eleição fez Paes se aproximar mais de Dilma Rousseff. Domingo, a presidenta ligou para o prefeito e agradeceu o apoio no segundo turno. A estratégia de campanha no Rio foi definida ao lado do ministro Moreira Franco, do deputado Pedro Paulo e de Carlos Alberto Muniz, secretário do Meio Ambiente.

Intervenção no PSL

A direção nacional do PSL vai fazer uma intervenção no diretório do partido no Estado do Rio. As notas do Informe sobre irregularidades em órgão da prefeitura controlado pelo PSL foram a gota d’água para a decisão.

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