Por paulo.gomes
O subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria de Educação%2C Antoine Lousao%2C ingressou em 2011Divulgação / Márcia Costa / SEEDUC-RJ

Rio - Novas carreiras criadas pelo governo do Estado do Rio desde 2008 têm atraído um novo perfil de servidores para o quadro funcional. São pessoas qualificadas, com pós-graduação, mestrado e doutorado, mesmo ainda jovens e com vontade de crescer profissionalmente e de sempre se atualizar.

Eles integram um grupo de pessoas, como alguns destacam, que acreditam categoricamente no serviço pública e que é possível oxigenar os setores estratégicos em busca de bons resultados para a população.

Atualmente, 1.284 servidores integram as novas carreiras de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental; Analista de Planejamento e Orçamento; Analista de Finanças Públicas; Especialista em Gestão de Saúde; Especialista em Previdência Social; Assistente em Previdência Social; Analista-Executivo e Assistente-Executivo. Dependendo do cargo, a remuneração inicial é de R$ 1.633,50 e a final, de R$ 16.255,01. Todos passam por curso de formação e têm remuneração variável de acordo com a qualificação e com metas.

Entre esses funcionários estão coordenadores, superintendentes e já há um caso em que se chegou a uma titularidade de uma subsecretaria. É o caso de Antoine Lousao, 30 anos, que ingressou no estado em 2011, na segunda turma de gestores. Desde o começo do ano ele é subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria Estadual de Educação.

Ele declarou que a subsecretaria foi criada a partir da necessidade de estabelecer profundas mudanças na forma de lidar com mais de 80 mil funcionários da pasta. Segundo Lousao, é de responsabilidade da subsecretaria, entre outras, a valorização do servidor e a gestão de pessoas. Mecanismos como a meritocracia também são elaborados pelo setor.

Secretário estadual de Planejamento e Gestão, Francisco Caldas explica que a criação das carreiras surgiu da necessidade de se complementar funções tradicionais.

“Era necessário complementar com um servidor mais qualificado, com maior nível de titulação, que pudesse debruçar sobre as diretrizes da administração pública. É uma boa carreira, um novo olhar sobre a gestão. O salário ainda é muito atrativo e possibilidade de ascensão na carreira”, resume.

Curso de formação é o pontapé inicial na carreira

Todos os servidores aprovados nas novas áreas criadas a partir de 2008 passam por um curso de formação, para que tenham profundo conhecimento da administração pública.

A analista de Planejamento e Orçamento, Andrea Senko, 46 anos, que atualmente é secretária do titular da pasta de Planejamento e Gestão do Estado do Rio, explicou que fez um curso de formação de 600 horas aulas de carga horária.

Ela conta que sempre se atualizou desde que ingressou no estado. Atualmente, faz mestrado em Administração Pública, na Fundação Getulio Vargas.

Confira a área de atuação de algumas carreiras específicas

Os cargos de especialista em políticas públicas e gestão governamental como também o de analista de planejamento e orçamento são responsáveis pela formulação, implantação e avaliação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sócio-econômico e ambiental.

A carreira de especialista em finanças públicas tem como competência o desenvolvimento, acompanhamento e avaliação na execução do orçamento do estado, bem como a elaboração de sua programação financeira, entre outras responsabilidades.

Remuneração inicial é de R$6.860 (vencimento-base mais 70% GDA) e final de R$16.255,01 (vencimento base mais 100% GDA, além de adicional de qualificação no valor máximo).

O analista executivo promove a gestão institucional de forma integrada, executando atividades que integram a gestão de logística, orçamento, contratos, compras, entre outros.

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