Por thiago.antunes

Rio - 'A Dilma e o Aécio se estapearam e eu continuo com o melhor cargo do Brasil'. A frase do prefeito Eduardo Paes sintetiza seu pensamento em relação às eleições de 2014 e de 2018. Cotado para assumir o governo do Rio, Paes desviou da questão em entrevista coletiva durante a inaguração da primeira de quatro fábricas de produção em série de escolas de turno integral no município do Rio, na Ilha do Governador.

"Já falaram que eu seria candidato a secretário-geral da ONU, presidente do Brasil e governador. Minha prioridade é a prefeitura do Rio. Eu tenho o cargo mais fantástico do Brasil e até dia 31 de dezembro de 2016 vou curtir muito isso aqui. A Dilma e o Aécio se estapearam, mas eu continuou com o melhor cargo. Se puder, fico mais um tempo aqui. Eu torço para que alguém faça uma emenda permitindo a 'treleição'', disse, bem-humorado, Paes.

O prefeito Eduardo Paes deu uma entrevista coletiva nesta terça-feira%2C no Centro de Operações%2C onde falou sobre o novo modelo dos estágios operacionaisFabio Gonçalves / Agência O Dia

Sobre o desempenho de seu partido (PMDB) no pleito deste ano, o prefeito foi taxativo. "Foi um desempenho excepcional de muito crescimento. Infelizmente a gente não conseguiu fazer a maior bancada na Câmara por quatro deputados. Mas é um partido que mais uma vez demonstrou sua força. Na base da aliança da Dilma, com responsabilidade política pública de ajudar a presidenta a governar. Não é se curvar, não é dizer sim e bater palmas para tudo. É auxiliar e dar viabilidade a um governo que tem enormes desafios. Ser uma grande coalização. Eu sou contra esse negócio de 'ah, o país se dividiu'. O país não se dividiu, as pessoas escolheram. É assim mesmo, minha primeira eleição aqui eu ganhei por uma margem até menor que a da presidenta e depois governei para toda a cidade. Governos precisam fazer mais esforços para pessoas mais pobres e essa é a cabeça da presidenta Dilma", afirmou.

Paes também defendeu o fortalecimento do PMDB. "Um partido sem candidatura majoritária, sem candidatura própria, não é partido. Então nesse aspecto o PMDB falha mesmo. É óbvio que nós temos que ter candidato próprio. Mas isso não é algo que se pense agora. O PMDB tem que ajudar a presidenta Dilma a ter o melhor governo possível. Essa é uma discussão que fica para 2018", finalizou.

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