Por paulo.gomes

Rio - Policiais da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) e da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol) prenderam mais dois acusados de participação na quadrilha especializada em abortos, desmantelada pela Operação Herodes. Na noite de terça-feira, o policial civil Agostinho Rodrigues da Silva Neto se apresentou na sede da Divisão Antissequestro (DAS).

Já na manhã desta quarta, o médico Guilherme Estrela Aranha, apontado como chefe do núcleo da Tijuca, foi preso enquanto deixava uma clínica médica no bairro de Neves, em São Gonçalo. Com isso, sobe para 61 o número de pessoas presas na operação.

O Disque-Denúncia divulgou na semana passada um cartaz em que oferecia uma recompensa de R$ 1 mil por informações sobre Guilherme Estrela e o médico Evangelista Pinto da Silva Ferreira, que segue foragido.

O delegado da Coinpol, Glaudiston Rocha, teria pedido ajuda à Interpol para capturar Evangelista Pinto. Segundo informações, ele estaria em Miami, nos Estados Unidos, e é acusado de dirigir uma das clínicas, que funcionava na Rua Dona Mariana, em Botafogo, na Zona Sul.

A investigação de deflagrou a operação durou 15 meses e foram cinco mandados de prisão preventiva e 118 de busca e apreensão, em vários pontos do Rio, Baixada Fluminense e nos estados de São Paulo e Espírito Santo. Entre os presos, estão médicos, policiais civis, policiais militares, advogados, um falso médico, um bombeiro e um militar do Exército.

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