Por tiago.frederico

Rio - A Operação Conexão Coroados cumpre, na manhã desta quinta-feira, mandados de prisão preventiva contra 44 pessoas acusadas dos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas no Estado do Rio. A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Coordenadoria de Inteligência da PMERJ (CI/PMERJ), com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, também cumpre 54 mandados de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, os criminosos procurados fazem parte do braço da facção criminosa Terceiro Comando Puro-TCP, designado para atuar na Região Sul do Estado do Rio, em especial no município de Valença.

Em função da suspeita de uma parceria entre o TCP e a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), a Justiça do Rio autorizou uma interceptação telefônica, que acabou identificando os criminosos e a maneira como eles atuam nos bairros de Hildebrando Lopes (Dudu Lopes), Fátima, Monte D’ouro e adjacências, em Valença. Enquanto as atividades criminosas eram monitoradas, houve a apreensão de cocaína, maconha e outros entorpecentes, bem como a prisão em flagrante de membros da associação.

Os denunciados Paulo Vinicius Soares da Conceição, conhecido como “Caveirinha”; Julianderson Costa Theodoro, o “JL”; Fadel Damião Belizário de Souza, chamado de “FD”; Evandro da Silva e Souza, conhecido como “Vandinho”; Valmir Soares Machado, o “Valmir”; Renato Brito Dutra, o “Renatinho Coelho”, e Erick Lacerda de Carvalho, vulgo “Pirulito”, foram apontados como líderes do esquema, sendo responsáveis por estabelecer a ligação com outros traficantes de comunidades também dominadas pelo TCP.

As escutas indicaram vários “frentes” ou líderes de determinados bairros, que recrutavam pessoas para vir à capital, especificamente na comunidade de Acari, na Zona Norte, para comprar drogas e revendê-las em Valença, cabendo a cada um deles funções específicas.

Também foi decretada a prisão preventiva de um policial militar lotado no Batalhão de Valença por estar associado ao grupo criminoso.

A Operação contou com a participação de 620 policiais militares, 80 agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, além de policiais do Bope, Choque, do Batalhão de Cães (BAC) e duas aeronaves do GAM.

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