Por thiago.antunes

Rio - Uma passeata reuniu nesta sexta-feira parentes e amigos de Kayo da Silva Costa, de 8 anos, um ano após a tragédia em Bangu. No protesto, o grupo refez o percurso do menino antes de ser baleado e morto em 31 de outubro do ano passado, durante tentativa de resgate de presos no Fórum do bairro. O sargento PM Alexandre Rodrigues de Oliveira, de 39, também foi morto no ataque.

Os familiares do garoto reclamam da falta de apoio do governo do estado, tanto na questão da assistência social, quanto na questão financeira. “O estado está muito lento. A situação da minha família é muito difícil, minha esposa se sente culpada e minha filha tem dificuldades para trabalhar. A falha do estado acabou com a nossa família”, lamentou o avó de Kayo, Juamir Farias, 43.

Grupo exibiu cartazes cobrando justiça. MP denunciou 16 suspeitosDivulgação

Kaio foi atingido quando passava com a avó, Rosana Isquierdo do Rosário, de 46, pela Rua 12 de Fevereiro, ao lado do Fórum, no momento em que policiais e bandidos trocavam tiros. De acordo com a avó de Kayo, eles entraram na Justiça contra o Estado do Rio dois meses após a morte.

“O que aconteceu foi um erro enorme e, neste ano que se passou, ninguém fez nada. O estado recorreu, alega que não tem culpa. Então a culpa é de quem? É minha?”, reclamou Rosana. O Ministério Público denunciou 16 pessoas acusadas de participar da invasão ao Fórum de Bangu. Entre elas estão Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate, e Luiz Armando Lopes Tavares Amadeu Vieira, o Dallas, presos que seriam o alvo da tentativa de resgate.

Segundo o MP, os acusados planejaram seus próprios resgates, contando com a ajuda de seus advogados. Além deles, outras 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Procurada pelo DIA, a assessoria do governo afirmou apenas ‘que a família será recebida para uma reunião’.

Você pode gostar