Por thiago.antunes

Rio - Por trás do esquema de compra de cartões Bilhete Único, Riocard e tíquetes refeição e alimentação comandado, segundo a Polícia Civil, pela Viação Itaguaí em várias regiões do Rio, pode estar uma série de estabelecimentos comerciais alimentícios. O delegado Hilton Alonso, responsável pelo inquérito na 35ª DP (Campo Grande), descobriu que várias máquinas de cartão de crédito apreendidas segunda-feira na Operação Passagem Legal estão cadastradas em nomes de mercados, bares e restaurantes.

Agora, a polícia tenta descobrir se esses estabelecimentos existem de fato — e se teriam participação na organização criminosa —, ou se a Viação Itaguaí criou empresas fantasmas para conseguir passar os vales nas máquinas de cartão de crédito. “Caso essas empresas existam, precisamos descobrir se eram beneficiadas no esquema ou se as máquinas foram clonadas”, disse Alonso.

Segundo o delegado, a única atividade que mantinha a Viação Itaguaí ultimamente eram as fraudes, já que a empresa perdeu, em junho, a concessão da única linha que operava (Itaguaí-Nonô). Ainda de acordo com Alonso, só três funcionários administrativos foram encontrados na empresa durante a operação.

“Todos confirmaram que trabalhavam descarregando os cartões nos validadores de ônibus desativados, que eram levados por clientes interessados em obter, em dinheiro, 50% do saldo contido neles”, explicou o delegado. A Operação Passagem Legal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e prendeu três suspeitos. Oito foram indiciados, entre eles o dono da Viação Itaguaí, Arthur de Oliveira Chula. O empresário não foi detido, porque não houve flagrante. No apartamento dele, foi encontrada munição.

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