Por felipe.martins

Rio - A Prefeitura de São Gonçalo acenou nesta segunda-feira com uma esperança para as mais de 300 famílias que ocupam um terreno de 70 mil metros quadrados no bairro Santa Luzia. Elas poderão ser inseridas no Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

Para isso, a prefeitura pretende identificar o dono do imóvel e buscar um acordo para a desapropriação da área, que não é pública. Posteriormente, financiamento da Caixa Econômica Federal poderá viabilizar a construção de imóveis no local. O projeto deve seguir os moldes do que já foi feito para moradores das margens da futura Linha 3 do Metrô. Para estas pessoas, estão sendo construídas 1.240 unidades habitacionais no município.

Terreno%2C que é particular%2C está sendo ocupado por cerca de 300 famíliasCarlo Wrede / Agência O Dia

“A situação dessas famílias é muito grave e vem piorando com a especulação imobiliária. À medida em que vão tomando conhecimento dessa ocupação, as pessoas vão chegando. Todo dia vem mais gente”, contou um dos membros da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Simões.

A prefeitura reconheceu ontem que o déficit habitacional em São Gonçalo é superior a 20 mil moradias e que, da população de 1,2 milhão de habitantes, muitos estão em situação de vulnerabilidade social. Segundo a prefeitura, acordos e parcerias com o estado e o governo federal devem reduzir os problemas sociais e de moradia.

O incêndio que queimou algumas barracas dos ocupantes do terreno em Santa Luzia na madrugada de domingo não será investigado pela polícia. Os moradores controlaram as chamas e ninguém quis prestar queixa. “Como ninguém se feriu, os ocupantes preferem dialogar e não acirrar ânimos. Essas pessoas precisam de soluções”, avaliou Simões.


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