Por felipe.martins
Publicado 05/11/2014 19:48 | Atualizado 06/11/2014 00:48

Rio - De volta ao Rio nesta quarta, onde foi denunciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico e falsidade ideológica, o jogador Adriano, ex-Flamengo e ex-Seleção Brasileira, acionou seus advogados para se defender das acusações. Caso a denúncia do Ministério Público (MP) não seja acatada pelo juízo da 29ª Vara Criminal, o Imperador poderá retornar à França, onde pretende retomar sua carreira.

Na denúncia, o MP não pede a prisão de Adriano, porém solicita que o passaporte dele seja retido pela Justiça, como forma de garantir que ele não saia do Brasil. O pedido foi atacado pela defesa. “Pedir a apreensão do passaporte dele é proibir que ele trabalhe, quando ele já tem um contrato assinado. Durante esse tempo todo ele já viajou e já voltou. Por que pedir a apreensão? É uma medida mais midiática do que calcada em fatos”, disparou o advogado Ary Bergher.

Adriano é acusado de favorecer Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, ex-chefe do tráfico na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, e amigo de infância do Imperador, com a doação de uma motocicleta que, segundo o MP, foi usada em ações criminosas pelo traficante.

Atacante esteve na França para negociar contrato com clube da Segunda Divisão daquele país. Ele chegou ao Rio nesta terça-feiraReprodução Twitter

“Ele comprou duas motos: uma para rodar na comunidade e outra deu para um amigo que deveria cuidar das motos, enquanto ele estava na Europa jogando. Em vez disto, esse amigo, o Marcos, traiu sua confiança vendendo a moto e falsificando grosseiramente a assinatura dele. Ao retornar, Adriano tentou recuperar a moto. Como não conseguiu, fez o registro de apropriação indébita. Isto tudo foi confirmado pela investigação, que concluiu que ele foi vítima”, argumentou um dos representantes do Imperador, o advogado Raphael Mattos.

Em nota divulgada nesta quarta, o escritório de Raphael e de Ary Bergher classificou a denúncia como excessiva e sem respaldo legal e probatório. ‘Trata-se de fatos ocorridos em 2008... O certo é que o senhor Adriano não foi indiciado na mencionada investigação (policial), havendo claro excesso acusatório. Ele foi vítima de um golpe’, diz trecho da nota.

No inquérito, ficou provado que o Imperador comprou uma moto no nome de Marlene Pereira de Souza, mãe de Mica. A denúncia afirma que Adriano, ao lado de um amigo, ‘consentiu que outrem utilizasse de bem de que tinham propriedade e posse — no caso, duas motos Honda modelo CB600 —, para o tráfico ilícito de drogas’.

Confira a nota na íntegra

"Na qualidade de advogados do senhor Adriano Leite Ribeiro, em razão das últimas notícias vinculadas pela imprensa, esclarecemos que trata-se de fatos ocorridos em 2008, sendo certo que a denúncia oferecida pelo Ministério Público não encontra qualquer respaldo legal/probatório, no inquérito policial. O certo é que o senhor Adriano não foi indiciado na mencionada investigação, havendo claro excesso acusatório.

Neste mesmo episódio, o senhor Adriano foi vítima, em razão da venda da moto que lhe pertencia, por terceira pessoa, sem sua autorização ou consentimento e com o uso de sua assinatura falsificada. Fato inclusive registrado pelo mesmo, junto à delegacia de polícia e apresentado para as autoridade competentes.

Quanto ao pedido de apreensão do passaporte. Trata-se de pleito descabido, sem qualquer fundamento idôneo e que busca violar seu direito constitucional ao trabalho.

A Defesa confia na Justiça, de forma a acreditar que esta acusação será rejeitada de plano.

Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2014

Raphael Mattos e Ary Bergher, advogados."

Adriano desembarca no Rio após ser denunciado pelo MP

Ministério Público denuncia Adriano por associação e tráfico de drogas

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