Por paulo.gomes

Rio - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto (MTST) estão reunidos neste momento com um representante da Prefeitura de São Gonçalo, com o intuito de conversar sobre a situação das 500 famílias que estão vivendo em um lote abandonado, no bairro de Santa Luzia, no município da Região Metropolitana. Eles ocuparam o local na última sexta-feira.

Mais cedo, aproximadamente 200 pessoas marcharam em protesto pelas ruas da cidade. Eles afirmam que estão sofrendo com os altos preços dos aluguéis e com a especulação imobiliária, principalmente por causa do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e da possível chegada da Linha 3 do metrô na região.

Conforme notícia publicada pelo DIA na edição do último domingo, um dos integrantes da coordenação do MTST Vitor Guimarães declarou que “a ocupação é uma mensagem para o governo para providenciar moradia para pessoas que não têm condições de pagar aluguel na região”. Ainda no domingo, seis barracos improvisados pegaram fogo. Os moradores, que conseguiram conter as chamas, afirmaram que o episódio foi criminoso. Ninguém se feriu.

Integrantes do movimento relatam que o terreno ocupado, de 60 mil metros quadrados, pertenceria a um padre que já morreu. Depois disso, o proprietário de outro terreno teria fechado o lote, mas a cerca foi retirada com a ajuda da polícia. De acordo com a Prefeitura de São Gonçalo, a área ocupada por integrantes do MTST não é pública e, até o momento, ninguém reivindicou sua posse.

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