Por thiago.antunes

Rio - Dezesseis Postos Regionais de Polícia Técnica-Científica devem passar por obras de adaptação, melhorias e reformas que vão custar cerca de R$ 7,4 milhões aos cofres públicos do Estado do Rio. Os PRPTCs ainda incluem o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

De acordo com a coordenação do Programa Delegacia Legal, as mudanças vão permitir maior rapidez nos trabalhos de necropsia, perícia e identificação criminal. Além de oferecer condições de trabalho mais adequadas aos policiais da área, as mudanças também vão permitir a modernização e descentralização desses serviços.

O anúncio do investimento nas reformas das unidades da Polícia Técnica-Científica foi feito pelo governador Luiz Fernando Pezão, durante solenidade de formatura de 98 peritos criminais, na Cidade da Polícia, no bairro de Jacaré, Zona Norte do Rio. Ele ainda informou que dois editais das licitações para as reformas destes edifícios serão publicados no Diário Oficial da União, na segunda-feira (10) e uma semana depois (17).

'A segurança pública também está começando a valorizar o trabalho do profissional'%2C discursou Pezão.Bruno de Lima / Agência O Dia

As intervenções serão realizadas nos postos de Barra do Piraí, Cabo Frio, Campo Grande, Duque de Caxias, Itaperuna, Magé, Nova Iguaçu, Resende, Santo Antônio de Pádua, São Gonçalo, Volta Redonda, além do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IMLAP - Leopoldina), o IML de Itaboraí, de Três Rios, Teresópolis e Petrópolis, que funcionam em parceria com as prefeituras.

“A segurança pública é a política-mãe, nosso carro-chefe. Quando chegamos ao governo, o orçamento para o setor era de R$ 2,2 bilhões, agora são R$ 9,9 bilhões. A segurança pública também está começando a valorizar o trabalho do profissional”, discursou Pezão. “Nunca um governo do Estado fez tanto concurso público, valorizando a carreira pública. Foram 100 mil concursados em oito anos. Ninguém tem a utopia de que está tudo perfeito, mas tivemos avanços significativos. Antes, tínhamos 37 mil policiais, agora são 49 mil e vamos chegar a 60 mil”, destacou.

Solenidade na Cidade da Polícia formou 98 peritos criminaisBruno de Lima / Agência O Dia

Durante seu discurso aos formandos, o secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que “o Brasil está aprendendo pela maneira mais cruel, perdendo vidas, mas o País começa a acordar para a questão da segurança pública e o governo federal já acena no sentido de participar mais deste processo”. Para o chefe-geral da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, “sem a área técnica da polícia científica não há polícia”.

Para a atuação dos 98 novos peritos criminais foram necessários seis meses de curso para a formação profissional na área, com 840 horas/aula de disciplinas, como: Direitos Humanos e Administrativo, Balística, Bioquímica, entre outras. Os policiais serão distribuídos no ICCE e nos 19 Postos Regionais de Polícia Técnica e Científica (PRPTC). O concurso público, que teve 5.306 inscritos, ofereceu cem vagas para o cargo.

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