Por marcello.victor
Publicado 08/11/2014 07:32 | Atualizado 08/11/2014 07:41

Rio - O Portal dos Procurados lança neste sábado, cartaz de procurado do chefe do tráfico de drogas das favelas Nova Brasília e Fazendinha, no Complexo do Alemão, e foragido da Justiça, Edson Silva de Souza, o Orelha. O Portal está oferecendo uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levem a sua recaptura.

Acusado de comandar o tráfico de drogas nestas comunidades, Orelha ganhou a liberdade na manhã desta quinta-feira, após o Desembargador da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), expedir um alvará de soltura que beneficiava o traficante, apesar de ter um mandado de prisão contra o acusado, expedido pela Juíza Marcela Assad Caram, da 25ª Vara, quando acatou a solicitação do MP que pedia a continuidade da prisão preventiva das 21 pessoas detidas durante a Operação Urano, realizada no último dia 18 de setembro, e onde constava o nome de Orelha.

O grupo comandado por Edson Silva de Sousa é acusado por ataques que resultaram na morte de policiais militares, entre eles o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, baleado no peito durante um confronto ocorrido no dia 11 de setembro. Além disso, o bando teria incendiado vários ônibus e depredado, em abril, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região.

Membros da quadrilha de Orelha, segundo denúncias, ainda foram flagrados determinando ataques a policiais, e inclusive comemorando quando um deles foi atingido durante confronto com homens armados. Entre eles estava Igor Cristiano, o King, que já está preso. Ele foi flagrado, em escutas telefônicas, comandando ataques, que foram ordenados pelo traficante Orelha.

Também foi possível constatar que os criminosos acompanhavam o deslocamento dos policiais pela comunidade, a partir da troca de mensagens via celular. Muitas vezes, eles ficavam em frente à sede da UPP monitorando os passos dos policiais militares, dificultando a prisão em flagrante de criminosos.

Mas a forma de atuação na venda de drogas mudou devido à ocupação. Ainda de acordo com as investigações a quadrilha de Orelha, costumava recrutar cada vez mais adolescentes e adultos sem antecedentes criminais para atuarem na chamada linha de frente do tráfico, ou seja, na venda de drogas e na proteção armada às bocas de fumo, e principalmente, na distribuição, envio, e venda das drogas fora dos domínios da favela.

Também segundo informações da Gerência de Análise do Disque-Denúncia, aponta que eles costumavam manter bocas-de-fumo itinerantes na favela. Para evitar prisões, os traficantes contavam com a ajuda de moto-taxistas, que trabalhavam como olheiros, avisando de tudo que acontece na favela.

A venda e forma de atuar não ficavam restritas somente no Complexo do Alemão. Seu grupo fornecia entorpecentes para a Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, e para o Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte , dominada pela mesma facção criminosa.

Contra Orelha há mandados de prisão tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele ainda possui em sua ficha criminal anotações por lesão corporal, perturbação do trabalho ou sossego alheio e resistência.

Quem tiver alguma informação a respeito da localização e paradeiro do criminoso, pode denunciar enviando uma mensagem de texto, vídeo ou fotos para o aplicativo de mensagens do WhatsApp do Portal dos Procurados (21) 96802-1650, ou entre em contato com a Central Disque-Denúncia pelo (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital. O Anonimato é garantido.

A Coordenação do Portal dos Procurados, reitera o alerta à população para não investigar por conta própria, devendo apenas relatar à polícia a sua suspeita. Cuidado sempre armado e perigoso.

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