Equipes da PM agilizam atendimento do serviço 190 com motos

Com o socorro sobre duas rodas, batalhões evitam que carros saiam do patrulhamento da cidade

Por O Dia

Rio - Do trânsito caótico da cidade, que afeta a rotina de milhares de motoristas e pedestres, não será mais empecilho para os atendimentos de emergência da Polícia Militar. Desde quinta-feira, o serviço 190 passou a cumprir os chamados dessas ocorrências utilizando motos. Além de mais agilidade na chegada dos policiais aos locais, o novo serviço vai permitir que as viaturas fiquem liberadas para o patrulhamento das ruas.

Em caráter experimental, o motopatrulhamento do 190 está sendo testado este mês em cinco unidades: os batalhões do Centro, Copacabana, Recreio, Copacabana e Tijuca. A escolha desses locais foi baseada em um estudo feito pela corporação, em que os resultados apontaram que o tempo transcorrido entre o acionamento feito pela população e o atendimento era maior que os demais bairros.

O 5º BPM (Centro) é uma das cinco unidades da PM onde o projeto de motopatrulhamento do 190 começou a atuar na última quinta-feiraFabio Gonçalves / Agência O Dia

“A questão da mobilidade urbana também influenciou. Muitos desses pontos contam com um trânsito intenso, o que demandava mais tempo para que os policiais conseguissem se deslocar”, diz o tenente-coronel Marcelo Rocha, chefe do Setor Operacional da PM e um dos responsáveis pelo projeto.

A princípio, durante um mês, cada um dos cinco batalhões vai atuar nos atendimentos do 190 com quatro duplas de policiais em motos novas, que já estão à disposição das unidades. No total, 40 militares vão se revezar nos chamados. Isso vai liberar pelo menos quatro viaturas dos atendimentos para o patrulhamento.

Ao final do período será feita uma avaliação dos resultados do motopatrulhamento, inclusive sobre a diminuição no tempo de atendimento, para que o projeto seja estendido a outras unidades. Atualmente, as motocicletas são utilizadas no policiamento de vias expressas, escolta e áreas específicas, onde a incidência de alguns crimes requer deslocamento mais ágil dos PMs.

?Casos graves terão apoio de viaturas

?No período inicial do projeto, o motopatrulhamento vai atender ocorrências consideradas mais leves, mas que a todo momento congestionam as linhas do serviço 190, como perturbação do sossego e da ordem, ameaças, recuperação de veículos, rixas, entre outros.

Apesar de não serem crimes graves, esses casos acabam retendo as viaturas por um bom período no atendimento e nos registros nas delegacias.

Para os casos mais graves, que envolvam presos ou em locais considerados críticos, será solicitado o apoio das viaturas. Os atendimentos em motos serão feitos todos os dias, no período com o maior número de chamadas, que vai das 10h às 22h. Nos outros horários, também serão usados os carros.

Durante um mês%2C militares fizeram curso no Batalhão de Choque para atendimento do novo projetoFabio Gonçalves / Agência O Dia

?PMs receberam treinamento específico

?Os policiais militares selecionados para atuar no projeto possuem habilitação para motos e também receberam capacitação específica para a nova missão. Durante um mês, os militares receberam instruções sobre o motopatrulhamento urbano com agentes do Grupamento Tático de Motociclistas (GTM) do Batalhão de Choque.

Entre os temas das instruções, foram ministradas noções de aceleração, curva, pilotagem defensiva e transporte de passageiros com segurança, entre outros. Os agentes do 5º BPM (Centro) foram os primeiros a receber a capacitação, antes mesmo do projeto iniciar. Nas outras unidades, a especialização dos policiais está em fase final, devendo ser concluído ainda esta semana.

Após o primeiro mês de projeto, serão calculados também o tempo médio gasto no novo formato de atendimento, em comparação ao modelo original, com uso de viaturas. Ainda de acordo com o responsável pelo projeto, coronel Marcelo Rocha, o emprego de carros nos atendimentos não será totalmente dispensado no futuro, mas o uso de motos poderá, com o tempo, se tornar mais comum no serviço 190.