Rio - Os invasores do condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida em Guadalupe, Zona Norte do Rio, começaram a deixar os apartamentos, nesta sexta-feira, pacificamente. Eles estão saindo do local carregando os pertences pessoais nos ombros, como televisores e colchonetes. Parte ainda resiste a sair, reivindicando caminhões para a retirada dos objetos.
O comandante do 41ºBPM (Irajá), Luiz Carlos Leal, esteve reunido mais cedo com representantes do grupo que invadiu o condomínio no último domingo. Na reunião, que durou cerca de 15 minutos, os invasores disseram que vão acatar a decisão judicial e deixarão o conjunto habitacional sem causar problemas. Porém, eles pediam a presença de caminhões já que no local há mulheres grávidas e idosos doentes.
GALERIA: A sexta-feira dos invasores do condomínio do 'Minha Casa, Minha Vida'
De acordo com o comandante, a Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento, já aceitou ceder os caminhões para as mudanças. Nesta tarde, ele vai até o Fórum da Pavuna se encontrar com um oficial de Justiça responsável por fazer a reintegração de posse para lhe repassar todas as demandas dos invasores.
Antes da chegada de Luiz Carlos Leal para a reunião, o grupo de invasores se reuniu na rua principal do condomínio e fizeram uma oração. Nesta sexta, duas viaturas da Polícia Militar, além de um veículo blindado estão na porta do conjunto habitacional.
Na quinta-feira, a Justiça do Rio determinou a reintegração de posse do conjunto habitacional invadido no domingo por centenas de famílias e até por bandidos armados de fuzil. O Residencial Guadalupe, na Rua Fernando Lobo, tem 11 edifícios, que terão que ser desocupados a qualquer hora. A liminar, em favor da BR4 Empreendimentos e participações, foi dada pelo juiz Paulo José Cabana de Queiroz Andrade, da 1ª Vara Cível da Pavuna.
Por prever possíveis confrontos, José Cabana, em seu despacho, orientou para que haja “auxílio da força policial, além do Corpo de Bombeiros e ambulâncias do Samu”. O magistrado determinou também que oficiais de Justiça identifiquem os invasores. “Sendo encontradas armas e drogas, encaminhem-se à delegacia competente para os procedimentos cabíveis”, diz o texto.