Por paulo.gomes
Publicado 14/11/2014 14:50 | Atualizado 14/11/2014 14:51

Rio - O professor de História Gustavo Montalvão Freixo, de 31 anos, foi transferido na quinta-feira para a Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. Ele foi preso na última quarta-feira, em Maricá, acusado de fazer sexo com uma aluna e oferecer LSD, uma droga sintética, a outros alunos entre 13 a 15 anos.

O professor de História Gustavo Montalvão Freixo%2C de 31 anos, está desde quinta-feira na Cadeia Pública José Frederico Marques, em BanguEstefan Radovicz / Agência O Dia

Gustavo foi preso na casa dos pais e ele responderá por tráfico de drogas, induzimento e instigação ao uso de drogas e estupro de vulnerável. Antes da transferência para o Complexo de Gericinó, o professor foi levado para a 38ªDP (Irajá) e, segundo o delegado Paulo Henrique da Silva, não há mais dúvidas sobre a culpa de Gustavo nos crimes dos quais é acusado.

"Nem a polícia, nem o Ministério Público, nem o juízo têm dúvidas sobre a culpa dele na prática dos crimes. Além do depoimento das vítimas, da confissão informal dele para a direção (sobre a presença de drogas na festa), temos também o depoimento de uma das crianças que não fez uso de drogas e ela ficou socorrendo os coleguinhas que estavam tendo alucinações, ficavam caindo pelo chão, vomitaram. É uma coisa grave, uma dessas crianças poderia ter morrido, graças a Deus isso não ocorreu", afirmou.

O delegado ainda deu mais detalhes sobre informações coletadas com as testemunhas. De acordo com Silva, foram encontrados, pela dona da casa onde ocorreu a aula extra, um globo espelhado e "luzes de boate". Além disso, a cama estaria completamente revirada quando ela chegou.

"Gustavo fazia apologia ao uso de drogas e dizia que era de família cigana, que havia experimentado todas as drogas e que isso não fazia mal. E ele então comprometeu-se a arrumar a droga e levá-la. Ele ensinou as crianças como fazer uso da substância e também usou na frente delas para elas poderem seguir a forma como ele fazia. Ficaram todos muito alucinados", descreveu.

O pai de uma das vítimas, F.L.S.R, 31, responsável pela primeira denúncia do caso, comemorou a prisão. Ele afirmou que não responsabiliza o Colégio CEBM - São Mateus, no Jardim América, na Zona Norte, pelo ocorrido e confirma o apoio da direção da instituição desde o início das suspeitas. "Fico feliz que a prisão tenha sido feita sem que descambasse para essa coisa de fazer justiça com as próprias mãos. Meu medo era esse. Eu só quero Justiça", disse.

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