Por tamara.coimbra

Rio - Começa nesta terça-feira o julgamento de Eike Batista por ter tentado ludibriar investidores ao sugerir ter feito investimento de US$ 1 bilhão na petroleira OGX (hoje OGPar), de acordo com denúncias. O empresário — que já chegou a ser listado como o sétimo homem mais rico do mundo pela revista Forbes — pode ser a primeira pessoa a ser presa no Brasil por usar informações privilegiadas nesse tipo de atividade, desde que a lei a considerou ilegal, há 13 anos.

Eike Batista já chegou a ser listado como o sétimo homem mais rico do mundo pela revista ForbesReuters

Eike Batista terá de responder à denúncia do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro — acatada pela 3ª Vara Federal Criminal do Estado — que narra a ocorrência de três fatos criminosos, sendo um de manipulação de mercado (pena de um a oito anos) e dois de uso indevido de informação privilegiada (insider trading, com pena de um a cinco anos, mas multiplicado por dois).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga o empresário do virtual império X ( que era composto por empresas em setores como petróleo, logística, mineração e naval) por supostas responsabilidades na manipulação de preços na bolsa e divulgação de informações que poderiam induzir o investidor a erro.

Assim, se for condenado, o empresário terá de pagar uma multa por crime financeiro e pode ficar até 18 anos atrás das grades. Nesta segunda-feira, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa na última sexta.

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