Por thiago.antunes

Rio - Um celular salvou a vida do advogado Ubirajara Gonçalves Lopes, conhecido como Bira, de 74 anos, durante arrastão de assaltantes por volta das 21h30 de terça-feira no Bar Savanas, na esquina das ruas Barão de Cotegipe e Mendes Tavares, em Vila Isabel, na Zona Norte. Pelo menos dez pessoas foram assaltadas. O mesmo tipo de crime ocorreu no bairro há cerca de dez dias.

De acordo com testemunhas, o advogado teve uma mochila levada por três criminosos e tentou perseguir os ladrões, que atiraram em sua direção. Um dos tiros feriu Lopes na barriga e outro atingiu o celular dele, impedindo que o projétil alcançasse o coração. José Aquino Queiróz, de 59 anos, amigo do advogado, disse que houve correria e pânico na hora dos disparos. “Ubirajara deu muita sorte. Se não estivesse com o celular no bolso, tinha morrido na hora”, comentou.

O celular do advogado Ubirajara Gonçalves Lopes%2C de 74 anos%2C ficou destruído após ser atingido por um tiro durante assalto a um bar em Vila IsabelReprodução / TV Globo

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, Ubirajara Lopes, que está internado no Hospital Souza Aguiar, passou por uma cirurgia de madrugada. Na noite de ontem, seu estado era considerado estável. 

O bar fica a um quarteirão da Rua Petrocochino, um dos principais acessos ao Morro do Pau da Bandeira, onde há uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 2010. Segundo as vítimas, os ladrões aparentavam ser menores e fugiram num Sentra preto.

Na manhã desta quarta-feira, policiais da 20ª DP (Vila Isabel) foram ao local para saber se câmeras de segurança de estabelecimentos vizinhos registraram o assalto. O objetivo é usá-las para tentar identificar os bandidos. A área do 6º BPM (Tijuca) é uma das mais violentas do Rio. De acordo com estatísticas do Instituo de Segurança Pública (ISP), de janeiro a setembro, foram registrados 1.288 roubos de pedestres na região.

No ano passado, no mesmo período, foram 748 casos. Nos nove primeiro meses deste ano, houve 142 roubos a estabelecimentos comerciais, 60 a mais que o mesmo período em 2013. Moradores dizem que os assaltantes usam motos com frequência nos ataques.

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