Por adriano.araujo

Rio - Uma criança de 7 anos morreu nesta quinta-feira ao bater com a cabeça e se afogar em piscina de uma escola estadual, no Complexo da Alemão. Emerson Santos Silveira, que junto de outros amigos pulou o muro da Colégio Jornalista Tim Lopes, na Estrada do Itararé, ainda foi socorrido por policiais militares que faziam a segurança no local e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas já teria chegado morto.

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De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, a escola estava fechada, porém cinco PMs do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e um vigilante permanente tomavam conta da unidade.

O acidente aconteceu por volta das 15h e, de acordo com informações, a criança morava na invasão do galpão da antiga fábrica de plástico Tuffy Habib, onde se formou a favela conhecida como Nova Tuffy, no Complexo do Alemão. O local foi invadido em março deste ano.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, PMs e um vigilante faziam a segurança do Colégio Tim LopesReprodução Facebook

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação confirmou que a piscina do Colégio Tim Lopes foi invadida por adolescentes e crianças da comunidade. O órgão ressalta que a escola estava fechada devido ao feriado e as aulas retornam na próxima segunda-feira.

A Secretaria afirma ainda que o menino não era aluno da unidade, que também possui um porteiro. “Porém, com a chegada do calor, invadem constantemente a piscina. Os invasores estão sempre em grupo de mais de 50”, diz a nota.

A piscina do colégio é constantemente invadida em feriados e fins de semana, principalmente em dias de calor. Alguns invasores chegam até a fazer churrasco à beira da piscina e consomem bebidas alcoólicas livremente, de acordo com relatos de moradores na região.

Nas redes sociais, alunos questionaram a segurança da escola. “Engraçado que eles invadem pra tomar banho, quebram as grades, deixam a piscina imunda privando nós alunos de usá-la. Será que agora, após essa morte, vão reforçar a segurança?”, indagou uma adolescente indignada.

De acordo com a 21ª DP (Bonsucesso), que investiga o caso, foi instaurado inquérito para apurar as causas da morte Os policias militares que participaram do socorro e registraram a ocorrência, além da mãe da criança, já foram ouvidos. Uma perícia foi realizada no local e o corpo encaminhado para exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) para saber as causas da morte.

Questionada sobre a segurança na escola, a assessoria da PM informou por meio de nota que ‘o número de policiais é definido através do convênio da Secretaria Estadual de Educação com a Polícia Militar’.

Na terça, morte em local energizado

?O acidente com o menino de 9 anos no Complexo de Alemão não foi a única tragédia desta semana envolvendo invasão de crianças e adolescentes a locais fechados no Rio. Na terça-feira, por volta das 6h50, o corpo de Fabrício do Nascimento de Souza, de 13 anos, foi encontrado na subestação de Furnas, no Grajaú, Zona Norte.

Em depoimento na 20ª DP (Vila Isabel), funcionários da empresa disseram que localizaram o jovem já sem vida segurando uma pipa. A suspeita é de que ele tenha sido eletrocutado. A Polícia Civil investiga o caso.

Através de nota, a empresa ressaltou que a Subestação Grajaú possui ampla sinalização a respeito do risco de aproximação dos equipamentos energizados e que aguarda o resultado da perícia. Ainda de acordo com Furnas, há mais de 20 anos a empresa não registrava incidente semelhante.

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