Por nicolas.satriano

Rio - Um grupo de aproximadamente 500 pessoas fez uma passeata de Ipajema ao Leblon nesta quinta-feira, para protestar contra o racismo. Organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o ato formado por membros da ocupação Zumbi dos Palmares, em São Gonçalo, também comemorou a demarcação de terras para construção de moradias em São Gonçalo, além de alertar para o problema do déficit habitacional do Estado do Rio.

Os manifestantes saíramde São Gonçalo em dez ônibus fretados pelo movimento. Eles se concentraram no posto 9, em Ipanema. O ato batizado de ‘Leblon vai virar Palmares’ seguiu até o posto 11, no Leblon, na altura da Rua Afrânio de Melo Franco. Com cartazes e instrumentos musicais, os manifestantes foram para a areia da praia para aproveitar o feriado do Dia da Consciência Negra.

GALERIA: Protesto contra racismo e preconceito na orla da Zona Sul

Passeata com cerca de 500 pessoas organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) seguiu pela praia do LeblonBruno de Lima / Parceiros / Agência O Dia

Segundo um dos líderes do movimento, Carlos Melo, os membros da ocupação em São Gonçalo queriam comemorar um acordo com a prefeitura do município, que prometeu construir casas para as famílias e em breve demarcará o terreno escolhido para a construção.

Carlos Melo contou que o grupo decidiu se reunir no Leblon para mostrar o racismo que, segundo eles, está presente inclusive em áreas públicas.

“Queremos mostrar que existe segregação racial entre a Zona Sul e as outras partes da cidade. Não queremos tomar o lugar deles, mas mostrar que também temos direito”, disse.

Para Moacir Almeida Pires, de 52 anos, membro da Ocupação Zumbi dos Palmares, frequentar a praia ontem foi apenas um momento de lazer. Conforme contou, é uma maneira de não deixar o movimento por moradia se dispesar. “Estamos lutando pelos nossos direitos de moradia e queremos que todos saibam dos problema que enfrentamos”, comentou.

A supervisora de vendas Valéria Maçana, de 43 anos, disse se sentir surpresa com a alegação do movimento de que existe racismo nas areias da praia. Segundo ela, a praia é um dos lugares mais democráticos que existem.

A Polícia Militar acompanhou toda a passeata e informou que nenhum incidente foi registrado.

Luta contra preconceito racial e desigualdade levou manifestantes à orla da Zona SulReprodução Facebook








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