Grávida baleada em tiroteio diz que policiais negaram prestar socorro

Leidiane de Oliveira, em entrevista, contou que tudo o que quer agora é segurar o filho no colo. A criança está internada na UTI

Por O Dia

Rio - "A polícia me viu. Viu que eu estava grávida, viu a minha amiga caída no chão, mas mesmo assim eles não prestaram socorro, não quiseram saber", disse, muito emocionada, em entrevista ao RJTV na manhã desta segunda-feira Leidiane de Oliveira, a grávida baleada durante uma confronto entre policiais e suspeitos de tráfico de drogas na noite de sábado, no Conjunto de Favelas do Lins, na Zona Norte do Rio.

A mulher, que entrou em trabalho de parto no momento da troca de tiros, além de acusar os policiais de recusar ajuda à ela e a mais uma amiga, que também foi baleada, disse que tudo o que quer agora segurar o filho no colo.

Emocionada%2C Leidiane diz que tudo o que quer agora é segurar o filho no coloReprodução TV Globo

A criança, a quem Leidiane deu o nome de Natan, nasceu aos 8 meses de gestação e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Maternidade Carmela Dutra, também na Zona Norte. Segundo os médicos, o bebê ainda não tem previsão de alta, assim como a mãe, que também não tem data para sair do hospital. Ela está enfermaria com outras duas mulheres. 

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A amiga baleada, Nívea Maria de Souza, foi operada no Hospital Salgado Filho, no Méier, e segue internada. De acordo com a PM, o tiroteio foi na localidade conhecida como Condomínio, na Rua Cabuçu.

A versão de agentes da UPP do Lins diz que eles foram atacados quando checavam uma denúncia de tráfico de drogas. Após a troca de tiros, os bandidos conseguiram fugir. O policiamento na região foi reforçado com homens de outras UPPs. 

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