Polícia Civil não descarta hipótese de atentado contra prefeito de Mesquita

Imagens estão sendo procuradas pelos agentes para identificar os suspeitos que atiraram no carro de Gilsinho Guerreiro

Por O Dia

Gelsinho Guerreiro%2C prefeito de Mesquita%2C mostra uma cápsula encontrada próxima ao seu veículo que foi atingido por dois tirosOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Rio - Policiais da 53ªDP (Mesquita) não afastam a possibilidade de o prefeito de Mesquita, Rogelson Santos Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC), ter sofrido um atentado no final da noite de domingo. De acordo com a Polícia Civil, "todas as hipóteses sobre a motivação do crime estão sendo analisadas". Imagens de câmeras de seguranças na região onde ocorreu o fato estão sendo procuradas para análise dos agentes.

O carro, um Kia Sportage branco, onde Gilsinho estava foi alvo de cerca de cinco tiros quando o prefeito chegava em casa, no bairro Califórnia, em Nova Iguaçu, ao lado de um segurança. O veículo ficou com o vidro traseiro quebrado e um buraco de bala na porta dianteira da direita. Ninguém ficou ferido.

Gilsinho estava voltando da casa do chefe de gabinete, Thiago Alves, que mora em Mesquita. O prefeito estava junto com seu segurança quando três pessoas desceram de um carro atirando. O segurança percebeu a ação, pediu para ele ir para trás do carro e trocou tiros com os criminosos. A ação dos bandidos foi prejudicada por causa de duas senhoras que saiam de uma igreja e acabaram atrapalhando o emparelhamento dos veículos.

'Foi tudo muito rápido, achei que tivesse sido baleado', diz Gilsinho

O prefeito se recorda de que os bandidos desciam a Rua Mucuripe e, após o atentado, seguiram na direção da Estrada Dr. Plinio Casado. Na hora, o prefeito estava indo pegar sua esposa e seus dois filhos para jantar num restaurante próximo de casa. "Foi tudo muito rápido. Cheguei a sentir calor no corpo todo e até achei, por um momento, que tinha sido baleado", recorda.

Gelsinho acredita que o crime possa ter relação com o filho do vice-prefeito Renato Paixão, que vem postando há meses material contra ele na redes sociais. "Com certeza foi crime político", afirmou. "Quando ele se tornou vice-prefeito, me disse ter um irmão e dois filhos. Só que eles queriam todos receber sem trabalhar. E acabei com isso na minha prefeitura. Com isso, fiz um inimigo", completou Gelsinho.

O prefeito chegou a fazer uma denúncia na 53ªDP contra o filho do vice há cerca de dois meses, incentivado por amigos e familiares. "Ele me persegue mesmo, não me dá paz", disse.

Ele ainda afirmou que na semana passada vizinhos informaram que algumas pessoas perguntaram na rua onde morava o prefeito. Gelsinho acredita que o fato possa ter relação com o crime deste domingo. Policiais da 53ªDP, onde o caso foi registrado, deram alerta para hospitais, pois um dos homens que atiraram contra o carro do prefeito pode estar ferido, devido à reação do segurança.

A polícia afirma que somente as investigações vão poder apontar se houve um atentado ou uma tentativa de assalto contra o prefeito de Mesquita. "Não gosto de andar com seguranças porque isso tira minha privacidade, mas vou precisar", conta o prefeito.

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