Editorial: Contra a violência, estratégia

É preciso agir com inteligência e investigação para impedir que armas e drogas cheguem às quadrilhas

Por O Dia

Rio - A morte de um cabo do Exército por bandidos numa semana marcada por assassinatos de policiais militares acendeu o sinal de alerta na sociedade. E também o receio da volta do domínio das quadrilhas do crime organizado às favelas ocupadas e com UPPS.

O governador Luiz Fernando Pezão fez bem ao afirmar que a política de pacificação não recuará. Mas isso é pouco. É preciso apresentar estratégias e medidas para conter o avanço do crime organizado, que tem feito vítimas em número crescente, como mostrou reportagem ontem no DIA.

Nos últimos meses, têm se tornado rotineiros os ataques de bandidos a policiais em favelas ocupadas. Eles têm sido vítima de violência até quando estão nas sedes da UPP, numa afronta à Polícia Militar, ao Estado de direito e, sobretudo, à sociedade. Isso não pode mais continuar acontecendo e não podemos aceitar como normal a morte de agentes do poder público, os policiais.

Como um grupo deles estampou nas camisas durante o enterro de um colega na semana passada, é hora de dar um basta na ação desses criminosos. Mas isso não pode ser feito com a truculência mostrada em tempos recentes pela polícia e que fazia como vítimas os moradores das favelas.

É preciso agir com inteligência e investigação para impedir que armas e drogas cheguem às quadrilhas. Esse é um passo necessário para complementar a ocupação e para reconquistar definitivamente o território das favelas.