'Não teremos nova UPP este ano', afirma Beltrame

Secretário disse que nova unidade será inaugurada após estudo ser concluído; ele voltou a afirmar que Morro do Banco, no Itanhangá, receberá companhia destacada

Por O Dia

Rio - Em meio aos recentes ataques de criminosos a policiais militares, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, descartou a possibilidade de inaugurar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) ainda este ano. Em entrevista à Globo News, nesta segunda-feira, Beltrame afirmou que a medida só será implementada após a conclusão de estudo das UPPs - já existentes.

"Não teremos mais UPP este ano. Enquanto não terminarmos um estudo a respeito de todas elas, com uma efetiva avaliação, isso não será feito", declarou o secretário, que voltou a afirmar a instalação de uma companhia destacada da Polícia Militar (PM), no Itanhangá, devido ao aumento da violência na região. 

Beltrame participou de formatura de oficiais nesta segunda-feira%2C ao lado do governador Luiz Fernando Pezão (à esquerda) e o comandante da PM%2C coronel Ibis SilvaSeverino Silva / Agência O Dia

"O Morro do Banco receberá uma companhia destacada da PM. Houve uma migração (de criminosos) expressiva na região depois que o Complexo do Lins foi ocupado", disse Beltrame.

A companhia destacada do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) contará com 60 policiais. A unidade deve ficar provisoriamente instalada perto da Ong Aldeia SOS.

Para Beltrame, ataques a policiais não são orquestrados

Mais cedo, Beltrame se reuniu com o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, e o comandante da PM, coronel Ibis Silva, para discutir os ataques a PMs de UPP. Para o secretário, as ações não são orquestradas por traficantes. "Não há comandamento seja de presídio ou facção criminosa. Não há nenhum mecanismo de inteligência que tenha essa informação", disse. 

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Após a reunião, o secretário afirmou que estratégias estão sendo definidas para localizar os assassinos. "Foi uma reunião estratégica com informações de inteligência de algumas áreas que temos que checar", disse Beltrame, que descartou a possbilidade de as mortes dos policiais terem sido orquestradas por traficantes: "Não há comandamento seja de presídio ou facção criminosa. Não há nenhum mecanismo de inteligência que tenha essa informação".

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