Cariocas podem virar Papai Noel por um dia e presentear crianças carentes

Milhares de cartas com pedidos podem ser apadrinhadas até sexta-feira

Por O Dia

Rio - Faltam poucas semana para o Natal e quem quer presentear uma criança carente tem um boa oportunidade, com a campanha Papai Noel dos Correios, que recebe cartas com pedidos de presentes. Até ontem, de 17.148 cartinhas recebidas, restavam 3.647 para serem apadrinhadas. Mas quem quiser participar deve procurar, até a próxima sexta-feira, dia 5, agências dos Correios que participam do projeto. O presente deve ser entregue até o dia 8.

A relação das agências que integram a campanha está no site https://blog.correios.com.br/papainoeldoscorreios/. Ela também pode ser obtida pelos telefones 3003 0100 (capital e Regiões Metropolitanas) e 0800 725 7282 (demais localidades).

A maioria das cartas foi escrita por crianças de escolas municipais do Rio e por órfãos, através de uma parceira dos Correios com a Secretaria municipal de Educação e o Juizado de Menores. O projeto também está aberto para outras crianças, que devem levar suas cartas até alguma agência que participa da campanha.

Maria Eduarda%2C com a avó Ana%2C escolheu duas cartas para presentearFabio Gonçalves / Agência O Dia

A regra é que o presente seja o que a criança pediu e que seja novo. Os Correios vão fazer a entrega dos presentes. Nos 25 anos do projeto, 1,9 milhão de crianças já foram apadrinhadas. A funcionária pública Ana Maria Antunes, de 50 anos, leu algumas cartinhas para a neta Maria Eduarda, de 4. A menina foi influenciada pela tia a guardar moedas em um cofrinho para, no fim do ano, ajudar outras crianças.

Maria escolheu ajudar dois coleguinhas. Para uma menina ela escolheu uma boneca. E para um menino, que falou que o pai voltou a trabalhar recentemente e não podia ainda comprar presentes, ela decidiu dar um carrinho. O estudante Filipe Barreto, 23, esteve ontem na sede dos Correios, no Centro, e levou cartas para 12 amigos: “É muito bom poder ajudar uma criança. Às vezes vamos para uma festa e gastamos numa noite muito mais do que pagaríamos para comprar um desses presentes”.

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