Mulher e filho de quatro meses foram salvos do Monstro de Corumbá pela avó

Jovem carrega marcas física e psicológica do ataque: 'Tenho medo do escuro, tenho medo do mato, tenho medo de tudo'

Por O Dia

Rio - Um sobrevivente de um dos ataques do homem conhecido como Monstro de Corumbá compareceu à sede da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) nesta segunda-feira para denunciar a violência sofrida há mais de um ano. Bianca dos Reis Cruz, 23 anos,  contou na especializada que ela e o filho, na data do crime com apenas quatro meses, escaparam por pouco da morte, graças à intervenção da avó da mulher que, ao ouvir o grito da jovem e o choro do bebê, tentou invadir o quarto onde estavam. O sequestrador fugiu, não sem antes desferir golpes contra mãe e filho, deixando marcas físicas e psicológicas.

Na delegacia%2C vítima, que não quer aparecer, mostra cicatriz do ataque de Monstro do CorumbáFabio Gonçalves / Agência O Dia

Segundo o relato de Bianca, o crime aconteceu no dia 8 de outubro de 2013, no Bairro Santa Rita, em Nova Iguaçu. Ela disse que acordou por volta das 3h para beber água e deu de cara com Sailson José das Graças ao pé da cama, olhando fixamente para ela. A jovem disse que o homem pulou sobre ela e tentou acertá-la com um objeto cortante, que ela não lembra o que seria, em razão da escuridão, mas supõe que era uma faca.

O filho de Bianca, de apenas quatro meses, que estava no quarto começou a chorar e Bianca a gritar. Foi quando a avó da mulher, aos ouvir os gritos e o choro, tentou invadir o quarto empurrando a porta. O matador fugiu pela janela, por onde também entrou. No depoimento, Bianca conta que nunca tinha visto Sailson antes, mas já tinha ouvido falar da série de mortes. Traumatizada, ela ainda guarda marcas física, (uma cicatriz no pescoço) e psicológica.

"Tenho medo do escuro. tenho medo do mato, tenho medo de tudo", disse ela. Sailson fugiu pela mesma janela que entrou, mas ainda teve tempo de atingir o bebê no pescoço e a mãe também no pescoço e no céu da boca. "Eu sinto que sou sortuda, porque ele não conseguiu me matar graças à minha avó, que tentou abrir a porta depois de ouvir os gritos e os choros", recordou.

O delegado Marcelo Machado, da DHBF, diz que familiares de possíveis vítimas precisam comparecer à delegacia para que a polícia consiga saber quantos assassinatos Sailson pode ter cometido. “As pessoas estão com medo, mas o depoimentos delas vão nos ajudar a confirmar o número de mortes”, ressaltou.




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