Deputado propõe a Pezão pagar em dinheiro por cestas de natal para PMs

Flávio Bolsonaro enviou e-mail ao Palácio Guanabara para tentar agilizar a compra. Governador confirmou entrega de kits ao DIA

Por O Dia

Rio - O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) enviou, no fim da tarde desta terça-feira, um e-mail ao governador Luiz Fernando Pezão, sugerindo que o valor das cestas natalinas para policiais militares seja pago em dinheiro. O valor de cada kit é de R$ 120.

"É um valor bastante simbólico e o governo do estado pode arcar com isso. Os Bombeiros, por exemplo, receberam um cartão com o mesmo valor, para que eles pudessem comprar o que quiserem. A Polícia Militar vive um momento complicado, de ter realmente um orçamento apertado e, desta forma, não precisaríamos utilizar licitação ou ter quaisquer problemas com burocracia. O presidente Paulo Melo já discursou aqui na Alerj e disse que vai me apoiar na compra desses vales. Acho que o governador pode der esse carinho à corporação", disse Bolsonaro ao DIA.

Pezão afastou polêmica e prometeu entrega

Durante a cerimônia de premiação de policiais civis e militares, o governador Luiz Fernando Pezão afastou a polêmica envolvendo as cestas natalinas dos PMs. Ele confirmou que o kit de Natal será entregue ainda esta semana aos integrantes da corporação.

Pezão%2C ao lado do coronel Ibis Silva%2C e de Beltrame%2C durante a cerimônia de premiação de policiais civis e militares Bruno de Lima / Agência O Dia

Após falar com jornalistas, o governador foi abordado em particular e perguntado se as cestas de Natal serão entregues até o fim desta semana. "Sim, sim", respondeu Pezão, na saída do evento. Após a publicação desta reportagem, a assessoria do Palácio Guanabara afirmou que a data de entrega ainda não está confirmada.

No domingo, O DIA publicou com exclusividade que os mais de 48 mil policiais ficaram, pela primeira vez, sem o kit natalino por falta de verba. E nesta segunda, durante sua diplomação na Alerj, Pezão anunciou que o problema seria resolvido.

O comandante-geral da PM, coronel Ibis Silva, também tinha se comprometido a cobrar da Seplag (Secretaria de Planejamento e Gestão) uma posição sobre a liberação de recursos. O orçamento anual da Polícia Militar com a alimentação dos agentes estourou por causa dos gastos extras com o efetivo que trabalhou durante a Copa do Mundo.

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