Justiça aceita denúncia contra PMs por corrupção ativa no Caso Amarildo

Prisão dos envolvidos, já encarcerados, também foi decretada

Por O Dia

Rio - A Auditoria da Justiça Militar aceitou, nesta segunda, a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio contra o major Edson Santos, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, o tenente Luiz Felipe Medeiros e os soldados Bruno Medeiros Athanasio e Newland de Oliveira e Silva Júnior, por corrupção ativa de testemunhas.

De acordo com o texto do MP, os militares tentaram atrapalhar as investigações da Polícia Civil sobre o sumiço do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, em julho do ano passado, ao tentar subornar testemunhas para que elas atribuíssem o desaparecimento ao traficante Thiago da Silva Neris, o Catatau.

Major Edson Santos: um dos envolvidos no Caso AmarildoAlessandro Costa / Agência O Dia

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros decretou ainda a prisão dos militares, que já estão encarcerados. Uma das testemunhas desapareceu em agosto deste ano. "Recebo a denúncia, considerando os indícios de fatos que, em tese, constituem crimes militares de natureza grave, sendo certo que materialidade delitiva e autoria encontram-se indiciariamente demonstradas especialmente pelas declarações prestadas pelas testemunhas, que narram com riqueza de detalhes a empreitada criminosa e o modus operandi dos policiais militares", revela trecho da decisão. Os acusados devem ser interrogados na manhã de 8 de janeiro de 2015, conforme o texto.

Amarildo foi torturado e morto em julho de 2013, depois de serl evado por PMs para a sede da UPP Rocinha. No processo, 25 agentes sãos acusados de envolvimento no desaparecimento da vítima, cujo corpo não foi encontrado. Eles respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha.

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