Sininho e mais dois ativistas têm habeas corpus negado pela Justiça

Segundo a denúncia, manifestantes desobedeceram ordem de não participarem de protestos

Por O Dia

Rio - A ativista Elisa Quadros, a Sininho, teve o habeas corpus negado na tarde desta terça-feira pela 7ª Câmara Criminal. O pedido de liberdade provisória também foi negado para os manifestantes Karlayne Moraes, a Moa, e Igor Mendes. Os três foram presos na véspera da final da Copa do Mundo e liberados sob a condição de não voltarem a participar de manifestações. No entanto, segundo as investigações da Polícia Civil, eles desobedeceram a ordem, sendo vistos em um ato na Cinelândia, no dia 15 de outubro.

Sininho e Karlayne estão foragidas, enquanto Igor permanecerá preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade.  

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A decisão da Justiça foi tomada com base em fotos apresentadas pela polícia que mostram o trio participando da manifestação há dois meses. A defesa dos manifestantes alegou que a reunião na Cinelândia era um "ato cultural' e não um protesto, argumento descartado pelos desembargadores Sidney Rosa e Maria Angelica Guedes. Apenas Siro Darlan votou pela liberdade dos ativistas.

Manifestantes presos fizeram protesto e foram advertidos por juiz

A 27ª Câmara Criminal julgou simultaneamente 23 manifestantes envolvidos em manifestações violentas, dentre eles Sininho, Moa e Igor. Ao entrarem na sala de audiência, Caio Silva, Fábio Raposo e Igor Mendes,  levantaram os braços, cerraram os punhos e gritaram "Não passarão". Eles foram imediatamente advertidos pelo juiz Flavio Itabaiana. "Aqui não é rua, quem manda sou eu". Caio e Fábio são acusados de matar o cinegrafista da Band, Santiago Andrade.


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