Por thiago.antunes
Publicado 18/12/2014 19:11 | Atualizado 19/12/2014 02:20

Rio - O juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara de Saquerema, acusado de ofender o sargento André Fernarreti será investigado pela Corregedoria Geral da Justiça (CGJ). A nota oficial foi encaminhada agora há pouco ao DIA Online. Como foi publicado nesta quarta-feira, com exclusividade, um vídeo mostra a confusão envolvendo o magistrado e o sargento no posto 9, em Ipanema, no último domingo.

O caso foi registrado como desacato e lesão corporal na 14ª DP (Leblon) e encaminhado ao 4º Juizado Especial Criminal. O DIA Online procurou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça mas, até o momento, o magistrado não se pronunciou. Na delegacia, ele alegou que foi agredido com dois socos pelo militar e lhe deu voz de prisão para que ele fosse levado à DP.

Entenda o caso

As imagens, sem aúdio, mostram Ruliere entrando no posto 9 com mais dois amigos. O motivo seria porque a namorada de Fábio Pastor, um dos que acompanham o juiz, teria sido agredida por uma funcionária do local. A discussão teria começado por causa do uso do banheiro. Após o trio cercar uma das funcionárias, uma delas chama os guarda-vidas. 

Uma nova discussão tem início entre Fernarreti e Ruliere, este aparentando estar exaltado. Quando o guarda-vidas sobe as escadas, o magistrado vai atrás e o encara. Logo depois, Fernarreti desfere dois socos em Ruliere, que desce as escadas e sai do posto, retornando segundos mais tarde e subindo a escada novamente.

"O juiz estava agindo ali com abuso e além do limite de suas responsabilidades", disse o vereador Marcio Garcia (PR), que presta assessoria jurídica aos bombeiros no caso. "Estou acompanhando tudo para garantir que eles tenham o direito de se defender e evitar que ele (Ruliere) tenha algum privilégio, pois é filho de um desembargador. Tentaram arrastar uma das funcionárias e os guarda-vidas foram ver o que estava acontecendo. Não é porque alguém é juiz que pode arrumar briga com todo mundo", relatou Garcia ao DIA.

O magistrado relatou, em depoimento, que foi impedido de entrar no posto pelos funcionários e se identificou como juiz. Após a confusão com o sargento, Ruliere deu-lhe voz de prisão e acionou dois policiais militares. Segundo ele, André ainda lhe desferiu outro soco pois não queria ir para a delegacia. André informou aos policiais ter sido ofendido diversas vezes pelo magistrado que, irritadiço, o mandou se f#% e ainda tentou lhe dar uma cabeçada.

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