Por adriano.araujo
Publicado 24/12/2014 00:36 | Atualizado 24/12/2014 00:36

Rio - Assistir aos jogos do Campeonato Carioca no Engenhão, em Engenho de Dentro, custará R$ 1, prometeu nesta terça-feira o prefeito Eduardo Paes, durante almoço de fim de ano com jornalistas. Paes afirmou que, embora ainda não tenha combinado com os clubes, a diferença será assumida pela prefeitura.

“Estudamos o subsídio de ingressos, mas quero que saiam a R$ 1 no estádio”, disse ele, com a ideia de promover os 450 anos da cidade em 2015. O custo da medida ainda não foi calculado, mas caso o estádio lote num jogo (46 mil pessoas), e o ingresso seja o mais barato cobrado em 2014 (R$ 30), a prefeitura teria que entrar com R$ 1,3 milhão.

O prefeito afirmou que na próxima semana anunciará a data de reabertura do estádio, que é da prefeitura mas está arrendado ao Botafogo. “Estão fazendo os últimos testes. Vou me reunir com o presidente do Botafogo (Carlos Eduardo Pereira) e defino a data.”

O tema Olimpíada esteve presente durante o almoço. Paes disse que o que mais o preocupa não é o cronograma das obras dos estádios, mas o impacto sobre a mobilidade que o evento causará. Ele disse que em Londres, última sede dos Jogos, houve transtorno, e que, mesmo com a organização, o metrô foi a alternativa ao trânsito.

Paes lembrou também que a capital inglesa ficou sem londrinos, já que a prefeitura pediu para que os cidadãos deixassem a cidade. Ele não quer fazer o mesmo, mas pedirá que os cariocas não saiam de carro. O prefeito pensa em decretar dois feriados. “A cidade inglesa ficou vazia e ainda assim houve dificuldades.”

Férias em agosto

Além das férias escolares em agosto, o prefeito negociará com empresas para darem férias coletivas durante os Jogos, para coincidir com as das crianças.

Embora defenda a punição dos culpados pelos desvios investigados na operação Lava Jato, o prefeito admitiu temer os impactos sobre a construtora Queiroz Galvão. “É a única que me preocupa, porque está praticamente sozinha (no Complexo Esportivo) em Deodoro”, disse, lembrando que um problema de caixa seria ruim para o andamento da obra. Algumas empreiteiras investigadas na Lava Jato já declararam enfrentar dificuldades financeiras.

Nestes casos, defendeu ele, a solução é criar uma forma em que os executivos sejam punidos, não as empresas. “Como o Proer”, disse, citando o programa de recuperação de bancos criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1994-2002).

Outro anúncio foi a mudança do posto Detran do Cebolão, na Barra, para o Recreio. O local, o maior de vistorias do Rio, causa transtornos ao trânsito, prejudicando até o BRT. A mudança faz parte do projeto de ampliação do Terminal Alvorada.

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