Por adriano.araujo
Publicado 28/12/2014 00:27 | Atualizado 28/12/2014 00:32

Rio -Comércio funcionando normalmente, ruas tranquilas e uma blitz. Assim foi a manhã deste sábado em Bangu depois dos momentos de pânico vividos na sexta-feira, quando barricadas de fogo fecharam ruas em uma ação comandada por traficantes, segundo a polícia. O protesto de sexta, segundo a polícia, seria uma represália a ações policiais que estavam previstas, como uma incursão no local para impedir um baile funk.
Hoje, o cenário era outro. Não havia barricadas nas proximidades da comunidade, nem ameaça de arrastão. O que se viu foi uma blitz na Avenida Santa Cruz, que começou às 9h30 e terminou às 12h30, com nove motos apreendidas como saldo — na sexta, muitas barricadas foram montadas por motociclistas.

“Hoje, estamos com um efetivo reforçado, com 52 policiais a mais nas ruas. Todo o nosso efetivo está em alerta redobrado”, disse o subtenente Rogério Seródio, do 14º BPM.

Blitz apreendeu motos em Bangu nesta sábado%3A na sexta%2C motoqueiros ajudaram a fazer barricadas de fogoAlexandre Vieira / Agência O Dia

Se a manhã de sábado em Bangu foi de calmaria, a madrugada foi em clima de toque de recolher. Ruas desertas, bares fechados e nenhuma viatura da PM durante cerca de uma hora que a equipe do DIA circulou pela região. Agentes da 34ª DP (Bangu) fecharam a Rua Sabogi, onde fica a delegacia, com duas viaturas na via para que nenhum carro passasse em frente ao prédio.

Mototaxistas relataram que há muitas barricadas nos acessos à Vila Aliança e que a PM só entra lá com um aparato de guerra. “Quando há operação, com blindados, helicópteros, aí pode ser, mas em dias normais, a polícia não põe os pés na Vila Aliança. É território do tráfico”, disse um deles.

De acordo com o comandante do 14º BPM, coronel Friederik Bassani, o protesto em Bangu teria sido feito a mando do traficante Rafael Alves, o Peixe, para desestabilizar a ação da PM.

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