Moradores espalham cartazes com alerta sobre roubos no Méier

'Cuidado, área de assaltos', diz um dos avisos. Polícia diz que reforçou área

Por O Dia

Rio - Moradores e pessoas que trabalham na Rua Arquias Cordeiro, no Méier, espalharam cartazes alertando quem passa sobre o risco de ser atacado por uma quadrilha que assalta de bicicleta. Para evitar ser vítima, muitos saem de casa só com o necessário, como celular e carteira, e o máximo escondido. Eles dizem que já pediram policiamento para a área, mas não adiantou.

Cansados de serem vítimas de assaltos por ladrões em bicicletas na Rua Arquias Cordeiro%2C moradores colocaram cartazes alertando para o perigoEstefan Radovicz / Agência O Dia

Os cartazes foram colocados também com a intenção de chamar atenção para o problema em busca de soluções. As quatro placas feitas a mão foram fixadas próximo à linha do trem, denunciando assaltos quase que diários. Usaram dizeres do tipo: “Cuidado, área de assaltos” e “Gangue de bicicletas em parceria com a gangue da moto”.

“Eu não ando mais com nada de valor aqui na rua, não tem condição, me atacaram três vezes. Só na última não conseguiram levar nada”, disse a professora Rosângela Medeiros, de 58 anos. Ela afirma que o reforço policial foi pedido diversas vezes, mas não é suficiente. “Eu tenho trauma porque meu marido foi assassinado em um assalto há 15 anos, e aqui está um perigo”, explica.

De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros Erivaldo Sales da Silva, as vítimas são principalmente mulheres e idosos. “Há cerca de um ano esses roubos começaram a acontecer, mas agora a frequência aumentou muito. Só o porteiro do meu prédio já viu pelo menos uns cinco. É preciso que todo mundo denuncie, faça o registro de ocorrência na delegacia. Você perde duas horas, mas ajuda a reforçar o patrulhamento”, ressaltou o sargento.

Vera já foi atacada três vezesEstefan Radovicz / Agência O Dia

A assistente social Vera Maria, 72 anos, conta que precisou até mesmo sair do coral que participava há mais de 10 anos, pois os ensaios eram à noite, quando a rua fica mais perigosa. “Não tem condição de passar sozinha à noite. Eles puxam a bolsa. Tem uma empresa de telemarketing aqui ao lado, e as funcionárias são constantemente assaltadas, a mercearia do bairro foi saqueada três vezes. Uma vizinha minha chegou a ser revistada por bandidos que estavam de moto”, mencionou a assistente social.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o comando do 3º BPM mudou no início do mês, e o novo comandante, tenente-coronel Silva Junior, está fazendo um levantamento dos problemas da região. Mas garantiu que o policiamento já foi reforçado. “O patrulhamento na região é feito com policiais a pé, com motos e viaturas. Todas as denuncias devem ser feitas pelo 190 ou Disque-Denúncia 2253- 1177”, informou. No entanto, moradores reclamam que não há policiamento. A reportagem do DIA também não viu.

Reportagem Natalia Figueiredo

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