PM que extorquiu lojista terá de dar explicações à Justiça

Ex-sargento ‘pediu’ 15 pares de tênis

Por O Dia

Rio - Expulso da PM por exigir 15 pares de tênis da marca Nike de um comerciante no Complexo do Alemão, o sargento João Alves dos Santos Neto agora vai ter que se entender com a Auditoria de Justiça Militar. No boletim da corporação 30, do dia 22, o Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu que Neto cometeu crime. Ele pode responder pelo crime de concussão (corrupção praticada por funcionário público).

A pena varia de dois a oito anos de reclusão. Segundo o IPM, Neto, no dia 25 de fevereiro de 2011, estava de serviço no Complexo do Alemão, em apoio ao extinto Batalhão de Campanha, criado para reforçar a ação da PM na região. Durante o patrulhamento, Neto decidiu entrar em uma sapataria.

Dentro do comércio, o então sargento exigiu do proprietário os 15 pares. Sem condições de fornecer todo o material pedido por Neto, o comerciante ‘pagou’ dez pares. No entanto, militares do Exército viram quando o então policial colocou na viatura o material. Eles anotaram a placa e comunicaram o caso ao comando da Polícia Militar. Depois das investigações, Neto, que se reservou o direito de prestar depoimento só em juízo, foi expulso. Ele agora pode ser denunciado pelo Ministério Público que atua junto a Auditoria de Justiça Militar.

O IPM concluiu que o cabo Marcus Paulo de Carvalho, que estava com Neto, não participou da extorsão. Durante a ação, ele ficou dentro da viatura, o que foi confirmado pelo comerciante. Ele recebeu cinco pares de tênis de Neto sob alegação de era uma doação do dono da sapataria. Mas apresentou o ‘presente’ na sua unidade, o Batalhão de Choque. Com isso, o caso em relação Carvalho foi arquivado.

Últimas de Rio De Janeiro